A Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev) participou do painel “O Futuro do MICE no Norte e Nordeste: Tendências, Desafios e Oportunidades”.
O encontro, realizado em 22 de outubro, em Fortaleza (CE), durante o Fórum MICE BTM 2026, debateu estratégias para ampliar a competitividade dos destinos e fortalecer o mercado de eventos corporativos, congressos e viagens de incentivo.
Mediado por Luana Nogueira, diretora-executiva Alagev, o painel reuniu representantes do turismo, da hotelaria, de entidades setoriais e da aviação para discutir os desafios da captação de eventos e as oportunidades de desenvolvimento regional.
Participaram do debate:
– Suemy Vasconcelos, do Visite Ceará; Vaniza Schuler, consultora; Toni Sando, da Unedestinos e do Visite São Paulo;
– Alexandre Sampaio, da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) e do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Cetur-CNC);
– Paula Cassettari, representante da Azul Linhas Aéreas.
Entre os principais temas debatidos estiveram as transformações do mercado MICE, os critérios para seleção de destinos e a importância da articulação entre os setores público e privado para ampliar a captação de eventos.
“O desenvolvimento do mercado MICE exige que os destinos transformem seu potencial em propostas consistentes, sustentadas por dados, infraestrutura e articulação entre os setores público e privado”, afirmou Luana.
“A competitividade não se constrói apenas com promoção, mas com planejamento, continuidade e capacidade de entregar uma experiência de qualidade aos organizadores e participantes”, completou.
A discussão também trouxe as transformações no perfil dos eventos e dos viajantes corporativos.
Outro ponto do debate foi a necessidade de tratar a captação como um processo contínuo, e não como uma iniciativa pontual.
De acordo com os participantes, candidaturas a congressos e encontros internacionais podem levar anos, exigindo equipes preparadas, financiamento estável e cooperação entre entidades, empresas e governos.
Nesse cenário, a disponibilidade de dados sobre a capacidade dos destinos, o envolvimento de embaixadores locais e a existência de interlocutores bem definidos podem contribuir para aumentar as chances de sucesso.
O painel ainda destacou a importância de aproximar o turismo de eventos da agenda pública.





