A Bienal do Livro Rio 2025 acaba de encerrar sua edição mais ousada, vibrante e grandiosa desde sua criação, em 1983. Em meio a uma atmosfera de celebração da leitura, o Riocentro foi totalmente transformado.
Ele virou um verdadeiro parque temático da literatura, com experiências imersivas, ativações interativas e uma programação que atravessou diferentes linguagens culturais.
Foram mais de 740 mil visitantes ao longo dos 11 dias de evento – um salto de 23% em relação ao público de 2023, quando cerca de 600 mil pessoas passaram pelos pavilhões.
E o sucesso não ficou só na quantidade de gente: a venda de livros bateu recorde com impressionantes 6,8 milhões de exemplares comercializados, um crescimento também de 23% em relação à edição anterior.
“Foi uma edição histórica, com muita emoção, conexão e descoberta. Cada visitante pôde viver o universo da literatura de um jeito único e especial”, resume Tatiana Zaccaro, diretora da GL events Exhibitions, responsável pela organização ao lado do SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros).
UMA NOVA CARA: A BIENAL COMO BOOK PARK
Com o conceito inédito de Book Park, a Bienal 2025 se reinventou mais uma vez. O Riocentro virou um grande espaço de convivência literária.
Os livros saíram das prateleiras para ganhar vida em forma de instalações artísticas, experiências sensoriais e ativações pensadas a partir de pesquisas de comportamento do público leitor.
Mais de 700 editoras participaram desta edição. Algumas registraram vendas tão expressivas que chegaram a dobrar o faturamento.
A HarperCollins Brasil, por exemplo, teve crescimento de 100% nas vendas em comparação com 2023.
A Globo Livros subiu 70%; Companhia das Letras e Record aumentaram cerca de 65%; Sextante e Arqueiro tiveram 60% de crescimento; Intrínseca e Ediouro, 45%; e a Rocco avançou 59%.
“A experiência mais imersiva da história da Bienal mostrou que o contato com a literatura precisa ir além do livro físico”, afirma Dante Cid, presidente do SNEL.
“Esse formato amplia o alcance, forma leitores e reforça o papel da Bienal como um motor de transformação cultural”, completa.
A Bienal foi muito além da literatura tradicional. Música, teatro, games, audiovisual e conteúdo digital se cruzaram em uma programação de 1.200 horas de conteúdo e mais de 1.850 autores nacionais e internacionais.
Os espaços temáticos foram um show à parte: o Café Literário Pólen, o Palco Apoteose Shell, a Biblioteca Fantástica, a Praça Além da Página Shell e o Artists Alley foram alguns dos destaques..
Ao longo dos dias, o público circulou pelos 130 mil m² de festival (40 mil a mais que na edição anterior), conhecendo novos autores, participando de debates, interagindo com influenciadores e vivenciando experiências como:
– A Roda-Gigante Leitura nas Alturas Light, o Escape Bienal Rio Estácio, o Labirinto de Histórias Paper Excellence e a própria Praça Além da Página Shell, onde diferentes tribos literárias se encontraram.
UM APLICATIVO QUE VIROU EXTENSÃO DA EXPERIÊNCIA
Outra inovação desta edição foi o app oficial da Bienal, que teve 73 mil downloads e virou uma ferramenta indispensável para os visitantes.
Com ele, o público pôde montar sua própria programação, explorar o mapa interativo, receber alertas em tempo real e até criar bibliotecas virtuais – com mais de 256 mil livros registrados, numa média de 3,5 títulos por usuário.
Mais que um festival, a Bienal segue como uma poderosa ferramenta de inclusão e acesso à leitura.
O programa de Visitação Escolar, que completa 25 anos, levou mais de 130 mil estudantes de escolas públicas e privadas ao evento – 30 mil a mais que em 2023.
Foram R$ 16 milhões investidos em vouchers para que alunos e professores pudessem escolher seus livros durante a feira.
Os valores dos vouchers variaram de R$ 25 a R$ 200 para os estudantes, e de R$ 100 a R$ 1.000 para profissionais da educação.
Pela primeira vez, a Secretaria de Estado de Cultura também entrou como parceira, com aporte de R$ 10 mil para renovação de acervos de bibliotecas.













