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City of London dá sinal verde para renovação do Barbican e promete centro mais acessível e sustentável

A City of London Corporation aprovou o plano de execução do Barbican Renewal Programme, projeto que prevê investimento de £191 milhões para modernizar e preservar o Barbican Centre — um dos mais importantes complexos de artes e eventos corporativos de Londres — com horizonte de uso planejado para os próximos 50 anos.

O pacote de recursos, anunciado em dezembro do ano passado, deve renovar áreas de criação artística, performance, conferências e eventos, ampliando possibilidades de uso formal e informal do espaço.

A proposta, segundo a administração municipal, tem como objetivo reforçar o Barbican como ponto de encontro para programação cultural, aprendizagem, eventos de negócios e atividades comunitárias, mantendo o centro como plataforma para artistas, educadores, empresas, associações e público em geral.

Para o presidente de Políticas Públicas da City of London Corporation, Chris Hayward, a decisão “garante o futuro do Barbican como uma potência cultural e econômica de alcance mundial”, ao mesmo tempo em que fortalece o espaço como destino internacional e impulsiona empregos e receitas para a cidade.

Ele defendeu a execução rápida das obras para que o centro possa receber “ainda mais pessoas” em uma estrutura “totalmente acessível e preparada para o futuro”.

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Nesta primeira fase, o programa prevê restauração e aprimoramentos em áreas emblemáticas do complexo brutalista, como os foyers, o terraço à beira do lago e o Conservatory, descritos no projeto como elementos que serão recuperados de forma “sensível”, com abertura maior de espaços ao público, criação de novas experiências e atualização de infraestrutura considerada vital.

A equipe responsável afirma que a renovação seguirá uma estratégia de “retrofit-first” (prioridade para reforma e adaptação, em vez de substituição), com foco em sustentabilidade e preservação do conjunto tombado como Grade II.

A meta é reutilizar materiais — como o vidro do Conservatory e pavimentações — para reduzir emissões de carbono. Além disso, o plano inclui intervenções de segurança e proteção, projetadas para manter o Barbican como equipamento público de padrão internacional por décadas.

O Barbican foi inaugurado em 1982 pela então rainha Elizabeth II, que o descreveu como “uma das maravilhas do mundo moderno”.

À medida que o complexo se aproxima de seu 50º aniversário, a renovação promete ampliar a inclusão e a acessibilidade, incluindo a criação de uma sala multirreligiosa, aumento da oferta de banheiros, melhorias na sinalização e orientação interna e acessibilidade total no Conservatory.

Para viabilizar as atualizações com segurança e eficiência, a maior parte da programação no interior do Barbican será interrompida por um ano, de final de junho de 2028 a junho de 2029.

As salas de cinema na Beech Street permanecerão abertas, e o centro pretende operar com um modelo diferente de programação em parceria com instituições residentes e associadas.

A diretora de Comercial do Barbican, Jackie Boughton, afirmou que a renovação é essencial para que o complexo acompanhe mudanças no mercado global de eventos, garantindo a infraestrutura necessária para manter a entrega de grandes encontros corporativos.

Segundo ela, a equipe trabalhará com clientes tradicionais para minimizar impactos, mantendo eventos comerciais até junho de 2028 e preparando novas oportunidades “para o verão de 2029 e além”.

Do lado artístico, a Orquestra Sinfônica de Londres (LSO), residente no Barbican, também declarou apoio ao projeto.

A diretora-gerente, Dame Kathryn McDowell, disse que a instituição vê o investimento como “vital” para modernização e melhoria do centro e afirmou que a orquestra manterá um programa completo na temporada 2028/29, distribuído entre diferentes locais em Londres, além de turnês no Reino Unido e no exterior.

Para o presidente do Conselho do Barbican, Sir William Russell, o aval dado pela City marca “um enorme passo” para o futuro do complexo, ao mesmo tempo em que preserva um dos principais patrimônios tombados do país e busca “desbloquear todo o potencial” de um ícone cultural.

Já a diretora de Edifícios e Renovação do Barbican, Philippa Simpson, descreveu o momento como decisivo e disse que a aprovação traz a segurança necessária para entregar melhorias essenciais “para as próximas gerações”, comparando o espírito da futura reabertura, no verão de 2029, ao otimismo que marcou a construção do centro no pós-guerra.

De acordo com a City of London Corporation, a contribuição pública de £191 milhões corresponde a cerca de 80% do necessário para os primeiros cinco anos do programa, enquanto o restante deverá ser captado por meio de uma campanha de arrecadação.

O projeto está estruturado em quatro princípios: “desenhar para todos”, “reparar e conservar”, “reativar espaços” e “aumentar a sustentabilidade” — e teve forte respaldo na consulta pública, com mais de 90% dos participantes apoiando os planos.

Crédito da imagem: Max Colston

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