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De feira a parque literário: a reinvenção da Bienal do Livro Rio 2025

A Bienal do Livro Rio consolidou-se como o maior festival de literatura, cultura e entretenimento da América Latina.

Mais do que reunir um público numeroso e registrar recordes de vendas de livros, o evento tem se destacado por promover experiências imersivas e por seu impacto cultural, atraindo marcas e consolidando-se como uma das maiores plataformas do país voltadas à formação de leitores.

Realizada pela GL events Exhibitions, em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), a Bienal completa 42 anos ininterruptos.

Em uma área de 130 mil metros quadrados no Riocentro, na Barra da Tijuca, estarão presentes mais de 570 expositores e 17 patrocinadores.

A edição de 2025 será a primeira após o Rio de Janeiro receber o título de Capital Mundial do Livro, concedido pela Unesco — reconhecimento ao qual o festival teve participação direta.

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A Bienal nasceu na década de 1980 no Copacabana Palace, como uma feira literária voltada à elite carioca, e hoje se posiciona como um dos quatro maiores eventos da cidade, ao lado do Réveillon, do Carnaval e do Rock in Rio.

A atual edição aposta em um novo conceito: o de parque literário, idealizado a partir de estudos de comportamento do público leitor e do mercado editorial.

Segundo Tatiana Zaccaro, diretora da GL events Exhibitions, a transformação começou em 2019, com um planejamento estratégico que visava evoluir de uma feira de livros para uma plataforma de impacto cultural, educacional e econômico.

A meta era alcançar esse modelo de parque até 2027, mas o título da Unesco antecipou os planos. “Fizemos um roadshow visitando as grandes editoras para engajá-las nessa mudança”, lembra ela.

O novo formato busca aproximar ainda mais autores e leitores, e foi testado com sucesso em 2023, quando o festival celebrou 40 anos.

Entre as ações, destacaram-se o baile temático com fãs da escritora Julia Quinn (autora de Os Bridgertons) e o “boteco literário” com o historiador Luiz Antonio Simas.

Também foram criados espaços como Páginas no Palco e Páginas na Tela, conectando o universo do livro a outras linguagens narrativas.

O resultado foi expressivo: mais de 600 mil visitantes e cerca de 5,5 milhões de livros vendidos — média de nove exemplares por pessoa. Em um país que registra queda no número de leitores, os números ajudaram a embasar a candidatura vitoriosa do Rio à Capital Mundial do Livro.

“Mobilizamos a prefeitura e organizamos uma força-tarefa para atender aos requisitos do edital da Unesco”, afirma Bruno Henrique, diretor de Marketing e Conteúdo da GL events Exhibitions.

A edição de 2025 estreia uma série de novas ativações, desenvolvidas em parceria com patrocinadores. Entre elas:

Praça Além da Página, criada com a Shell Brasil, propõe um espaço ao ar livre voltado à convivência e leitura;

– A roda-gigante literária, em parceria com a Light, oferece áudios personalizados com narrativas literárias;

– O evento de pré-estreia Bienal para Você, promovido pelo TikTok, reunirá 10 mil pessoas com programação exclusiva voltada à comunidade dos booktokers.

Outras ativações incluem o labirinto de histórias, patrocinado pela Paper Excellence, e um escape room interativo assinado pela Estácio, com desafios, cenários sensoriais e enigmas.

“Mais do que celebrar o livro, queremos transformar o festival em um território onde as histórias ganham vida”, diz Bruno.

De acordo com ele, essa abordagem mais sensorial e colaborativa é possível graças ao modelo de cocriação com marcas e editoras, que permite desenvolver experiências alinhadas aos valores do evento e às expectativas do público.

“A leitura precisa ser vibrante e compartilhada, especialmente para conectar os jovens”, afirma.

Com início marcado para 13 de junho, a Bienal do Livro Rio seguirá até o dia 22, no Riocentro.

Além do impacto cultural, o evento também movimenta setores como turismo, serviços e tecnologia, gerando negócios para toda a cadeia produtiva do livro. Em 2025, a área ocupada será 30% maior, refletindo a ampliação dos estandes.

O sucesso da Bienal carioca já influencia outras edições regionais. A Bienal do Livro Bahia, também organizada pela GL events, bateu recordes em 2024, com mais de 100 mil visitantes e 800 mil livros vendidos.

“Estamos falando de um evento que não apenas fortalece o mercado editorial e a economia criativa, mas que também tem papel fundamental na construção de um legado social e cultural para o país”, conclui Bruno.

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