O mercado de eventos — seja no universo corporativo ou no entretenimento — vive um momento de efervescência em todo o Brasil.
Festivais, congressos, feiras e grandes shows estão movimentando aeroportos e hotéis, gerando alta demanda por passagens, hospedagens e serviços turísticos. Mas, em meio a esse boom, uma pergunta não pode ser ignorada: e se o evento for cancelado?
Que o diga o público da cantora Lady Gaga. Com um show previsto para maio no Rio de Janeiro, a busca por passagens aéreas disparou 60% segundo a Decolar, e a LATAM precisou criar 14 voos extras só entre São Paulo e Rio para dar conta do movimento.
Mas se tem algo que os fãs da artista já aprenderam, é que nem sempre o espetáculo acontece. E quando isso ocorre, o prejuízo pode ser alto — ingressos, hotel, voos e muito mais em risco.
Por outro lado, o mesmo raciocínio se aplica ao mercado de viagens corporativas, que só em 2024 movimentou R$ 13,5 bilhões no Brasil, segundo a Abracorp.
Um número expressivo, mas vulnerável a uma série de imprevistos: cancelamentos de voo, extravio de bagagem, emergências médicas e mudanças na agenda de trabalho. E nessas horas, quem arca com os custos?
“Ter um seguro viagem adequado não é um luxo. É uma estratégia inteligente”, afirma Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem.
O seguro pode cobrir desde cancelamentos e interrupções de viagem, até emergências médicas e extravio de bagagens — protegendo tanto o viajante quanto a empresa em caso de viagens de negócios.
No caso dos fãs de eventos culturais, o seguro ainda pode amenizar o impacto emocional e financeiro de um cancelamento.
“Além disso, é importante comprar passagens e reservas com opção de reembolso ou remarcação. Ter essa margem de manobra ajuda a transformar frustração em uma nova oportunidade”, explica Reichenbach.
Já nas viagens corporativas, os benefícios são ainda mais amplos. Funcionários protegidos viajam com mais tranquilidade, desempenham melhor e fortalecem a cultura organizacional da empresa.
“Mostrar que a organização se preocupa com o bem-estar do colaborador reforça o employer branding e ajuda na retenção de talentos”, complementa o especialista.
O que um seguro viagem pode cobrir:
– Atendimento médico de emergência: doenças ou acidentes inesperados;
– Cancelamento ou interrupção da viagem: reembolsos em caso de imprevistos;
– Extravio de bagagem: compensação por perdas ou danos;
– Suporte 24h: assistência remota para emergências em qualquer fuso horário.
Além disso, guardar todos os comprovantes de compra de ingressos, passagens e hospedagens é essencial. Esses documentos são a chave para acionar o seguro ou solicitar reembolso diretamente com os fornecedores.
TENHA SEMPRE UM PLANO B
Uma das lições mais valiosas para quem viaja a trabalho ou lazer é estar atento às comunicações oficiais.
Acompanhar as redes sociais dos organizadores, artistas, feiras ou empresas pode ser a diferença entre embarcar desnecessariamente ou reorganizar os planos a tempo.
Estar bem-informado evita perdas financeiras e permite decisões mais rápidas e assertivas. Ter um plano B é fundamental.
Imprevistos acontecem, mas não precisam arruinar toda a viagem. Ou seja, mesmo com o evento suspenso, nem tudo está perdido.
A viagem pode ser ressignificada. Visitar museus, conhecer a gastronomia local e explorar pontos turísticos pode transformar uma decepção em uma experiência única.
“Com as estratégias certas, até os imprevistos viram boas histórias para contar”, conclui Reichenbach.













