O setor de feiras de negócios de Hong Kong movimentou HK$ 50,2 bilhões (cerca de US$ 6,4 bilhões) em produção econômica em 2024, o equivalente a 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade.
Os dados fazem parte de um estudo realizado pela Oxford Economics a pedido da Hong Kong Exhibition & Convention Industry Association (HKECIA).
De acordo com o levantamento, a indústria de exposições também foi responsável pela geração de aproximadamente 67 mil empregos em período integral ao longo do ano.
Embora os indicadores ainda não tenham retornado aos níveis registrados em 2018, quando o setor gerou HK$ 58,6 bilhões em produção econômica, equivalentes a 2,1% do PIB, e sustentou cerca de 77 mil empregos, os números de 2024 mostram a relevância das feiras e exposições para a economia local.
Do total movimentado pelo setor no ano passado, HK$ 23,3 bilhões foram gerados diretamente pelos gastos de visitantes, expositores e organizadores de eventos.
VISITANTES DE EXPOSIÇÕES GASTAM MAIS
Um dos principais destaques do estudo é o impacto econômico dos participantes internacionais.
Segundo a Oxford Economics, visitantes internacionais de exposições gastaram, em média, HK$ 9.326 por viagem em Hong Kong, enquanto os expositores estrangeiros registraram gasto médio de HK$ 9.107.
Os valores são aproximadamente 70% superiores aos gastos médios de turistas internacionais que pernoitaram na cidade, de HK$ 5.490.
O resultado reforça o papel do segmento de exposições como um dos vetores do chamado turismo de alto valor, especialmente por atrair visitantes com maior gasto médio e estimular atividades em diferentes setores da economia, como hotelaria, transporte, alimentação, varejo e serviços.
Para a HKECIA, os números também contribuem para a estratégia do governo de ampliar a participação do turismo na economia de Hong Kong, com a meta de elevar sua contribuição para 5% do PIB até 2029.
HONG KONG QUER REFORÇAR POSIÇÃO COMO POLO DE FEIRAS
A presidente da HKECIA, Wendy Lai, afirmou que a recuperação do setor tem sido apoiada por medidas do governo, incluindo incentivos financeiros e iniciativas para atrair novos eventos internacionais para Hong Kong.
Segundo ela, a indústria de exposições continua desempenhando papel importante na posição da cidade como um centro internacional de comércio e negócios.
A associação pretende ampliar essa atuação nos próximos anos e defende o fortalecimento de Hong Kong como a “Trade Fair Capital of Asia”, ou “Capital de Feiras da Ásia”, além de reforçar seu papel como plataforma para empresas chinesas que buscam expandir sua atuação internacionalmente.
Nesse sentido, a HKECIA apresentou ao governo de Hong Kong uma proposta para o plano de desenvolvimento econômico da região para o período de 2026 a 2030.
O documento estabelece medidas para fortalecer a posição da cidade como um dos principais destinos asiáticos para exposições e eventos de negócios.
ESTUDO CONSIDERA DIFERENTES FONTES DO SETOR
A análise foi elaborada com base na metodologia global de avaliação de impacto econômico da Oxford Economics e reuniu informações de diferentes organizações ligadas ao setor de turismo e eventos de Hong Kong.
Entre as fontes utilizadas estão a própria HKECIA, o Hong Kong Tourism Board (HKTB), o Hong Kong Convention and Exhibition Centre e o AsiaWorld-Expo.
O estudo avaliou o desempenho da indústria de exposições em 2024 e seus impactos econômicos diretos e indiretos sobre Hong Kong.
Criada em 1990, a HKECIA reúne mais de 100 empresas e organizações ligadas à indústria de exposições e eventos, incluindo centros de convenções, operadores de espaços, organizadores, montadoras, hotéis, agências de viagens, empresas de logística e prestadores de serviços especializados.
