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Italian Exhibition Group compensa ausência de feiras bienais com crescimento orgânico em 2025

O Italian Exhibition Group (IEG) encerrou 2025 com crescimento de receitas e manutenção da rentabilidade, mesmo em um ano marcado pela ausência de algumas de suas principais feiras bienais.

A companhia registrou faturamento de €266,4 milhões, alta de 6,6% na comparação com 2024. O resultado foi sustentado principalmente pela expansão dos eventos próprios, avanço das áreas de serviços e congressos e pela contribuição de aquisições realizadas ao longo do ano.

O EBITDA ajustado somou €70,9 milhões, crescimento de 7,9%, com margem de 26,6%, praticamente estável.

Sem o impulso dos grandes eventos que acontecem a cada dois anos, a empresa conseguiu compensar o efeito do calendário com crescimento orgânico do portfólio.

Feiras já consolidadas tiveram bom desempenho — com destaque para eventos ligados à transição energética — enquanto atividades complementares ganharam mais relevância dentro do negócio.

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A divisão de congressos foi um dos destaques, com crescimento de 14,7% e mais de 100 eventos realizados ao longo do ano, refletindo uma estratégia mais focada em encontros de maior porte.

Já os serviços ligados às feiras, como montagem, logística e suporte a expositores, também avançaram, impulsionados pelo maior volume de eventos e pela integração de empresas adquiridas.

No campo internacional, o Brasil segue como peça importante na estratégia de expansão. Em 2025, a IEG adquiriu 51% da DG Eventos, responsável pela Fenagra, feira voltada ao agronegócio, nutrição animal e cadeia de alimentos.

O movimento reforça a presença da companhia em um mercado considerado estratégico, tanto pelo tamanho quanto pelo potencial de crescimento do setor.

Nesta sexta-feira (20) a companhia também anunciou uma nova aquisição, 51% do NIS – Nutri Ingredients Summit. Saiba mais em https://portalradar.com.br/italian-exhibition-group-amplia-presenca-no-brasil-com-aquisicao-do-nis-nutri-ingredients-summit/

Além disso, a empresa também investiu em outras frentes, como design e construção de estandes e eventos ligados à mobilidade sustentável, ampliando a oferta de serviços e fortalecendo a integração vertical do negócio.

Na Itália, garantiu ainda a concessão de um centro de congressos em Fiuggi por dez anos, expandindo sua capacidade de operação no segmento corporativo.

“Ao longo do ano, concluímos quatro aquisições, financiadas integralmente com recursos próprios, e obtivemos a concessão de dez anos do Centro de Congressos e Eventos de Fiuggi, fortalecendo ainda mais nossa posição”, disse Corrado Peraboni, CEO do Italian Exhibition Group.

Apesar do desempenho operacional positivo, o lucro líquido caiu 6,3%, para €30,4 milhões. O recuo foi impactado principalmente pelo aumento da carga tributária no período, que reduziu o resultado final mesmo com a melhora das margens operacionais.

O avanço dos investimentos também pressionou a posição financeira da empresa. O endividamento aumentou ao longo do ano, refletindo projetos como a construção de um novo pavilhão no centro de exposições de Vicenza e a implementação de um novo sistema de gestão (ERP), voltado à integração das operações e ganho de eficiência.

Ainda assim, a geração operacional se manteve sólida. A companhia conseguiu melhorar a diluição de custos fixos com o aumento de volume e manteve a margem estável mesmo em um cenário menos favorável.

O último trimestre do ano veio mais forte e ajudou a consolidar o resultado. A receita cresceu 7% na comparação anual, enquanto o lucro avançou mais de 25%, impulsionado por eventos realizados no período e pela expansão dos serviços.

Para 2026, a expectativa é de aceleração, com receitas projetadas entre €290 milhões e €295 milhões e melhora adicional das margens.

A empresa aposta em um calendário mais robusto — com o retorno de eventos bienais —, no lançamento de novas feiras e na expansão internacional para sustentar o crescimento.

O plano estratégico até 2030 prevê a criação de pelo menos um novo evento por ano, além da continuidade da estratégia de aquisições e do fortalecimento da presença em mercados-chave, como o Brasil.

Mesmo com as perspectivas positivas, a companhia mantém atenção ao cenário macroeconômico e geopolítico, que ainda traz incertezas e pode impactar o desempenho ao longo do ciclo.

A IEG também propôs a distribuição de €0,20 por ação em dividendos, mantendo sua política de remuneração aos acionistas alinhada à geração de caixa e aos planos de expansão.

“Estamos muito satisfeitos com os resultados alcançados em 2025, que mostram um bom crescimento de receitas e margens”, disse Corrado Peraboni, CEO do Italian Exhibition Group.

“Esses resultados são ainda mais relevantes por terem sido obtidos em um ano ímpar, no qual alguns eventos bienais importantes, como a Tecna, na Itália, e a Fesqua, no Brasil, não foram realizados”, finalizou.

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