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Japão estreia na Festuris Gramado 2026 com direito a Saquê Bar

O saquê pode combinar com pizza, churrasco e queijos brasileiros, além dos tradicionais pratos da culinária japonesa. A versatilidade da bebida, ainda cercada de dúvidas entre consumidores brasileiros, estará no centro de uma experiência apresentada pelo…

Japão estreia na Festuris Gramado 2026 com direito a Saquê Bar

O saquê pode combinar com pizza, churrasco e queijos brasileiros, além dos tradicionais pratos da culinária japonesa.

A versatilidade da bebida, ainda cercada de dúvidas entre consumidores brasileiros, estará no centro de uma experiência apresentada pelo Japão no Festuris Gramado, que ocorre de 12 a 15 de novembro, no Rio Grande do Sul.

Pela primeira vez em 38 edições, o país participará do evento, com espaço próprio no segmento de turismo de luxo e um Saquê Bar dedicado à bebida.

A iniciativa pretende aproximar os visitantes da cultura japonesa por meio da gastronomia, um dos elementos que ajudam a explicar o crescente interesse pelo destino.

A experiência contará com a participação de Fabio Kenji Ota, fundador da Mega Sake e especialista brasileiro que recebeu, em 2023, o título de Sake Samurai, reconhecimento concedido a pessoas que promovem a bebida e a cultura japonesa internacionalmente.

Neto de japoneses, Ota conheceu o Japão aos 13 anos e já esteve no país cerca de 30 vezes. Ao longo de sua trajetória profissional, acompanhou a ampliação do mercado brasileiro de saquê, que deixou de estar restrito aos restaurantes japoneses e passou a integrar cartas de bebidas e propostas de harmonização de diferentes estabelecimentos. Atualmente, sua empresa atende mais de 500 bares e restaurantes.

Para o especialista, parte desse potencial está na capacidade de a bebida acompanhar diferentes tipos de comida. Isso se deve, entre outros fatores, à presença do umami, considerado o quinto gosto, além do doce, salgado, azedo e amargo.

“O saquê é a bebida alcoólica que tem a maior quantidade de umami. Por possuir muito umami, quatro vezes mais do que o vinho ou a cerveja, é a bebida que mais combina com comida — qualquer tipo, não só a japonesa”, afirma Ota.

Segundo ele, a bebida pode acompanhar desde pizza e churrasco até diferentes variedades de queijo.

A escolha de um bom saquê, entretanto, não depende apenas do preço ou do tipo de arroz utilizado na produção. Um dos fatores mais importantes, segundo Ota, é a conservação.

A bebida deve ser mantida refrigerada, inclusive durante o transporte entre o Japão e o Brasil, para preservar suas características sensoriais.

“Não que ele estrague completamente, mas os aromas e o sabor são afetados, e a percepção de álcool aumenta na boca e no nariz”, explica. Na Mega Sake, a preocupação com a qualidade inclui o transporte em contêineres a -5°C e o armazenamento em depósito refrigerado.

O cuidado é especialmente relevante para os saquês de maior valor, que podem ser mais sensíveis às condições inadequadas de conservação.

Ota também ressalta que um maior polimento do arroz, etapa que caracteriza determinadas categorias da bebida, não significa necessariamente qualidade superior.

No Festuris, a proposta será mostrar como uma bebida milenar pode conectar visitantes à história, aos costumes e à gastronomia do país.

A degustação será uma das atrações da primeira participação japonesa na feira, que reúne destinos, marcas e profissionais do turismo nacional e internacional.

ESTREIA JAPONESA ACOMPANHA BUSCA POR EXPERIÊNCIAS EXCLUSIVAS

A participação do Japão no Espaço Luxury do Festuris está relacionada à procura por experiências de viagem que vão além dos passeios tradicionais.

Para Marta Rossi, CEO da Rossi & Zorzanello e idealizadora da feira, os viajantes de alto padrão valorizam cada vez mais o contato com a cultura e a gastronomia dos destinos.

“Hoje ele busca acesso à cultura, à gastronomia e a experiências que dificilmente poderiam ser reproduzidas em outro lugar”, afirma Marta, ao destacar que a estreia japonesa traduz essa mudança de comportamento.

Ota acompanha esse movimento há cerca de dez anos, período em que passou a viajar ao Japão de três a quatro vezes por ano.

Na avaliação dele, o interesse dos brasileiros pelo país revela apenas uma parte do potencial turístico japonês, especialmente quando se trata do segmento de luxo.

Além das atrações culturais e gastronômicas, o especialista destaca a hospitalidade e a qualidade dos serviços oferecidos pelo país. Segundo ele, o luxo japonês se caracteriza menos pela ostentação e mais pela elegância, pela atenção aos detalhes e pelo nível de atendimento.

O 38º Festuris será realizado de 12 a 15 de novembro de 2026, no Serra Park, em Gramado (RS). As inscrições estão abertas no site oficial do evento: festurisgramado.com.

Crédito da imagem: Keiny Andrade

Autor

Luis Orsolon

Jornalista formado pela PUC-SP, Editor do Portal Radar e da Radar Magazine. Há 17 anos na cobertura do setor de feiras e eventos.

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