Início Eventos Sociais, Esportivos e Corporativos Julius Solaris: eventos precisam entregar valor real ou não terão espaço

Julius Solaris: eventos precisam entregar valor real ou não terão espaço

O Oasis Connection 2025 terminou como começou: provocando reflexões e abrindo espaço para conversas reais sobre o futuro dos eventos.

Depois de 2 dias de conteúdos que abordaram temas como inovação, sustentabilidade, saúde mental e  learnability – a capacidade de aprender continuamente – o último dia teve como destaque a palestra de Julius Solaris, uma das maiores autoridades globais em live marketing.

Solaris começou reconhecendo o momento vivido pelo setor: segundo ele, estamos atravessando a “Era de Ouro dos Eventos”.

Após o impacto da pandemia – quando a estimativa era de que 93% dos eventos passariam a ser online – o mercado surpreendeu.

“Os últimos quatro anos foram os melhores da história recente para o setor, com a retomada dos presenciais e uma valorização ainda maior das experiências ao vivo”, resumiu.

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Mas esse crescimento não veio sem desafios. Solaris destacou que um dos maiores obstáculos para quem trabalha com eventos é a volatilidade do setor, que muda a cada novo contexto externo, seja econômico, social ou tecnológico.

E para sobreviver e crescer nesse cenário, os profissionais precisam ir além do planejamento tradicional. “Hoje, não planejamos mais eventos. Planejamos momentos”, provocou.

A conversa também trouxe um olhar estratégico sobre o papel dos eventos no marketing e nos negócios.

Ele reforçou que os eventos continuam sendo um dos canais mais efetivos para o B2B, criando ambientes ideais para geração de leads, networking e fechamento de negócios.

“As pessoas confiam em eventos. O conteúdo é visto como legítimo e confiável”, afirmou.

EVENTOS PROPRIETÁRIOS EM ALTA

Entre as principais tendências, Solaris chamou a atenção para o crescimento dos eventos proprietários, organizados pelas próprias marcas.

Ainda: para o fortalecimento de formatos como road shows e ativações imersivas, que reinventam as experiências de palco com mais interação e debates.

O conceito de event design também ganha força, com uma preocupação maior em integrar patrocinadores às experiências, criando mapas de jornada personalizados para o público.

GERAÇÃO Z X EVENTOS

Falando de comportamento de consumo, o especialista apontou mudanças importantes: o público, especialmente da Geração Z, não se inscreve com antecedência, age no “modo FOMO” (medo de ficar de fora) e tem forte influência do pensamento YOLO (só se vive uma vez).

É uma geração que participa ativamente dos eventos, busca interação, networking e, curiosamente, é uma das que menos consome álcool, o que também muda a dinâmica de muitas ativações.

Julius reforçou ainda que hoje não é só o conteúdo que sustenta um evento, mas as conexões criadas nele – as pessoas querem espaço e tempo para interagir.

Outro ponto crítico é a gestão da atenção e da dopamina. Os primeiros minutos de qualquer evento são decisivos para conquistar o público.

As pessoas estão cada vez mais seletivas, e a experiência precisa começar com impacto desde o processo de inscrição – quanto mais simples e rápida, melhor.

“Pequeno é o novo grande”, afirmou Solaris, sinalizando que formatos enxutos, personalizados e intencionais têm mais força no cenário atual.

ESTRATÉGIA, IA E ESG DEVEM GUIAR SETOR

E para entregar tudo isso com qualidade, dados são fundamentais. Solaris foi direto: “Planejar eventos sem dados é planejar festinhas”.

Ele ressaltou a importância da mensuração estratégica, da análise de métricas e da escuta ativa dos feedbacks dos participantes, inclusive com apoio da IA para cruzamento de informações e aprimoramento constante.

Mas também fez um alerta sobre o uso indiscriminado de IA na comunicação, chamando atenção para o risco de criar eventos que pareçam apenas mais um “news gerado por robô”: “Como vamos proteger a nossa indústria?”, provocou.

O debate também abordou a importância da sustentabilidade nos eventos, reforçando a responsabilidade do setor em buscar soluções cada vez mais conscientes e com menor impacto ambiental.

Por fim, Solaris trouxe um olhar otimista para quem trabalha na área: nos últimos quatro anos, o mercado de eventos recebeu um aumento de 70% no número de novos profissionais.

“Isso reforça, apesar dos desafios, o tamanho da transformação – e da oportunidade – que está por vir”, finalizou.

Fonte: Texto da Make Buzz Comunicação

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