Esqueça o velho roteiro das apresentações culturais: artista, palco, luz, som — e tudo se resolve. Na Bahia, um novo movimento começa a transformar essa lógica.
Com alma artística e visão digital, nasce o marketing cultural 2.0, uma abordagem que une estratégia, autenticidade e velocidade.
À frente dessa virada estão Marcus Quintanilha e Fábio Vaz, dois nomes que estão ressignificando o que significa “posicionar um artista”.
O conceito vai além dos P’s do marketing tradicional e do “storytelling” bem contado ao fim da reunião.
Aqui, o foco está na integração entre conteúdo e estratégia, com uma proposta ousada: tornar o caminho do artista replicável e mensurável.
“Alinhamos com o cantor. Fazemos ele entender sua posição no ranking geral. Avaliar seus pares e concorrentes, gerar conteúdo e firmar uma estratégia conosco”, explica Quintanilha.
“Depois, basta seguir os passos e teremos resultados significativos de grandeza, que vão se validar no aumento dos cachês pagos na ponta”, completa.
E o plano funciona. Em apenas três meses, a dupla implementou esse modelo com o cantor de forró João Almeida, que não apenas conquistou uma extensa agenda de shows durante o São João, como também levou para casa o prêmio Zelito Miranda de melhor música do São João na Bahia, com mais de 140 mil votos — o maior número da edição.
Boa parte desse sucesso vem da força do conteúdo audiovisual, sob direção e produção de Fábio Vaz, que traduziu a identidade do artista em imagem.
“Na imagem, tudo pode ser dito, mas o essencial é que seja verdadeiro. Essa verdade precisa ser vista pelo nosso olhar e também através do artista”, afirma Vaz.
Com resultados tão expressivos e imediatos, nasceu o nome “Marketing Cultural 2.0”, para deixar claro que é possível — e necessário — adaptar a tradição artística ao presente digital. Um mundo veloz, efêmero, mas que, com a abordagem certa, pode gerar resultados permanentes para o artista.













