Um espaço de 2.700 m² no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo, reúne projeções que avançam pelas paredes e pelo piso, esculturas luminosas tridimensionais e ambientes espelhados que criam a impressão de espaços sem fim.
Inaugurado em 15 de agosto, o Nubank Arte Lab foi criado para receber exposições imersivas e projetos de arte digital, mas também dispõe de estrutura para apresentações e eventos corporativos.
O local é apresentado por seus idealizadores como o maior espaço permanente de arte imersiva do Brasil.
O projeto reúne a Aventura, operadora de espaços culturais, o Deeplab Project, estúdio brasileiro de experiências, e o Nubank. A arquitetura é assinada pela Jacobsen Arquitetura.
A primeira exposição, O Brasil de Tarsila, transforma cerca de 40 obras de Tarsila do Amaral em uma experiência audiovisual distribuída por mais de dez ambientes.
As pinturas ganham movimento e novas dimensões por meio de projeções, trilha sonora original, interatividade e efeitos sensoriais. As imagens ocupam paredes e pisos, enquanto superfícies espelhadas ampliam o campo visual e integram os reflexos à experiência.
INSTALAÇÕES COMBINAM ARTE, LUZ E ARQUITETURA
As duas principais salas imersivas têm 207 m² cada e recebem projeções em três paredes e no piso. Para cobrir essas superfícies, foram instalados 29 projetores, que permitem formar imagens de grandes dimensões e adaptar o ambiente a diferentes produções.
A tecnologia também está presente na fachada do espaço. Uma tela de LED transparente de 84 m² acompanha a entrada do edifício em formato de L.
Com quatro metros de altura e transparência de 75%, o painel exibe imagens em movimento sem bloquear completamente a visão através da estrutura.
Outra instalação é o Voxel, uma escultura luminosa com 8.352 pontos de LED controlados individualmente.
Com cerca de 5,7 metros de comprimento, a peça utiliza programação digital para criar imagens e movimentos em um volume tridimensional, distanciando-se do formato convencional de uma tela.
Já a sala infinita usa um painel de LED de 10 por 3,5 metros e espelhos no piso, no teto e nas paredes. A repetição das imagens cria a ilusão de continuidade, fazendo com que o conteúdo pareça ocupar um espaço muito maior do que o ambiente físico.
ESPAÇO TAMBÉM FOI PREPARADO PARA EVENTOS CORPORATIVOS
Embora a arte imersiva seja o eixo central do projeto, o Nubank Arte Lab também pode receber atividades empresariais.
Uma das salas conta com um painel de LED de 11 por quatro metros, destinado a apresentações, sessões plenárias e eventos em formato de auditório.
O local dispõe ainda do ON Meet, ambiente para reuniões com duas paredes de projeção e recursos para exibição de imagens em grande escala.
A estrutura permite utilizar recursos audiovisuais em encontros profissionais, além da programação expositiva.
A possibilidade de adaptar as salas a diferentes conteúdos é um dos aspectos centrais do projeto. Em vez de manter os equipamentos configurados para uma única exposição, os sistemas podem ser recalibrados e remapeados conforme as necessidades de cada produção.
Essa flexibilidade começou a ser utilizada poucas semanas após a abertura, com a entrada de Jornada Muti Randolph + MAOTIK na programação, enquanto O Brasil de Tarsila continuava em cartaz.
TECNOLOGIA AUDIOVISUAL FOI INTEGRADA AO PROJETO DESDE A CONCEPÇÃO
A ON Creative Visual Tech Provider foi responsável pelo projeto técnico audiovisual, pela especificação e instalação dos equipamentos e pela programação dos sistemas. A empresa também responde pela operação técnica diária do espaço.
Ao todo, 28 profissionais participaram das etapas de desenvolvimento e implantação. As duas salas imersivas ficaram prontas 77 dias após a assinatura do contrato, enquanto as demais instalações foram entregues em até 114 dias.
A operação inclui acompanhamento dos equipamentos, manutenção preventiva e suporte técnico para as mudanças de conteúdo.
Com isso, o espaço foi concebido para receber novas exposições e diferentes formatos de utilização sem exigir a reconstrução de sua infraestrutura a cada mudança de programação.
“Entregar um projeto de tamanha complexidade técnica e artística em um prazo tão curto, sem comprometer a qualidade ou o impacto visual, é um grande motivo de orgulho para nós”, afirmou Hugo Rodrigues, CEO da ON Creative Visual Tech Provider.
“A ON esteve envolvida desde a concepção inicial, antes mesmo da assinatura do contrato definitivo, e continua responsável pela operação técnica diária do espaço. Como parceira de tecnologia, ajudamos a definir muitas das decisões técnicas que hoje caracterizam a experiência do Nubank Arte Lab”, finaliza.





