Na construção civil, a sustentabilidade tem sido incorporada a diferentes etapas da cadeia, desde a escolha dos materiais à gestão dos resíduos gerados nos canteiros.
Eficiência, desempenho e uso racional de recursos passam a fazer parte dessa discussão, que estará entre os temas da Feicon Rio, de 6 a 8 de outubro, no Riocentro.
Por meio do Encontro da Construção Avançada (ECOA), a feira reunirá debates sobre sustentabilidade, infraestrutura, desenvolvimento urbano e qualidade de vida.
A aplicação desses conceitos envolve tanto os processos industriais quanto as soluções adotadas ao longo da execução e após a obra.
Redução de perdas, reaproveitamento de materiais, durabilidade e destinação adequada de resíduos são algumas das frentes que vêm aproximando inovação e sustentabilidade dentro do setor.
“A sustentabilidade precisa ser discutida a partir de soluções aplicáveis à realidade da construção, capazes de reduzir desperdícios, usar recursos de forma mais racional e melhorar o desempenho das edificações”, afirma Ivan Romão, diretor da Feicon Rio.
“O ECOA amplia esse debate ao aproximar profissionais de diferentes elos da cadeia e experiências que já estão sendo colocadas em prática”, completa.
DA INDÚSTRIA AO CANTEIRO
Na produção de materiais, um dos exemplos está na indústria de cerâmica vermelha. A Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer), que terá estande na Feicon Rio, aponta que, com base em dados do IBGE e do Governo Federal, a cadeia reúne mais de 5,5 mil empresas em todas as regiões brasileiras e produz mensalmente mais de 5 bilhões de blocos e 2 bilhões de telhas cerâmicas.
O setor também investe em programas de qualificação voltados à conformidade técnica e ao desempenho dos produtos.
A busca por eficiência também chega aos processos produtivos. Nos fornos industriais, a cerâmica vermelha utiliza biomassa renovável proveniente de resíduos de setores como o agrícola, automobilístico e moveleiro.
As áreas destinadas à extração de argila, por sua vez, passam por projetos de recuperação que incluem reflorestamento com mata nativa, ecoturismo e piscicultura.
Nos canteiros, o desafio se estende à destinação dos materiais depois do uso. A Riomix Celumassa, expositora da Feicon Rio, desenvolveu uma argamassa com fibras de celulose provenientes da reciclagem das próprias embalagens dos produtos.
A solução permite que parte do resíduo gerado pelo consumo da argamassa retorne à fábrica e seja reincorporada ao processo produtivo.
Esse ciclo é complementado por um modelo de logística reversa que recolhe as embalagens utilizadas nas obras e as devolve à unidade industrial.











