Realizada de 30 de setembro a 02 de outubro, no Expo Center Norte, a ProWine São Paulo 2025 reuniu mais de 20 mi visitantes e 1.500 marcas de 36 países.
Com estes números, foi registrado um crescimento de mais de 33% no público e 7% no número de produtores. O evento movimentou cerca de R$ 250 milhões em negócios diretos — valor que deve dobrar e alcançar R$ 500 milhões até o fim de 2025.
O impacto é tão relevante que, em apenas três meses, a ProWine São Paulo pode responder por 5% de todo o faturamento anual do setor.
“Nosso país é uma potência no mercado de bebidas. O consumidor brasileiro tem evoluído nas suas escolhas e compras”, celebra Malu Sevieri, diretora da Emme Brasil, realizadora da feira.
“Estamos contribuindo para a cultura, a história e, principalmente, para a realização de negócios do setor de vinhos e destilados no Brasil e no mundo”, acrescentou.
A ProWine São Paulo aconteceu em um momento em que a contaminação de bebidas alcoólicas, especialmente no estado de São Paulo, tem sido amplamente discutida.
A feira reforça a importância da segurança, mostrando que é possível oferecer bebidas produzidas e comercializadas de forma correta e confiável.
“Este é um tema muito duro e triste. Estamos vendo pessoas sofrerem danos gravíssimos à saúde e até perderem a vida devido ao consumo de bebidas oriundas, muitas vezes, do descaminho e da falsificação”, reforça Christian Burgos, sócio de Malu no ProWine São Paulo.
“Sempre abordamos o descaminho, tanto de vinhos quanto de destilados, como um problema econômico e fiscal, ligado à evasão tributária”, completa relembrando que a questão vai além disso.
Para o executivo, trata-se de um grave problema de saúde pública, onde consumir uma bebida adulterada, sem procedência confirmada, é um risco real.
“Por isso, sempre reforço que a procedência é essencial: comprar de fornecedores com rastreabilidade, empresas confiáveis que permitam que você leve produtos confiáveis para sua casa”, alerta o diretor.
Segundo ele, em um primeiro momento, muitas pessoas acreditavam estar economizando ao comprar de canais desconhecidos ou de baixa credibilidade.
Agora, porém, percebem que o risco é muito maior: não se trata apenas de sonegação de impostos, mas de um comportamento antiético que coloca em perigo a própria saúde e a de familiares e amigos.
PRODUÇÃO NACIONAL E CONEXÕES
O evento também se consolidou como palco para celebrar a diversidade e o crescimento do vinho nacional. Este ano, foram mais de 200 marcas brasileiras expondo.
Elas vieram de 10 estados e do Distrito Federal — Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Essa representatividade mostra a pluralidade do setor, que ganha cada vez mais espaço e reconhecimento dentro e fora do país.
Parte dessas vinícolas esteve reunida em grupos que valorizam a identidade de cada região, como:
– Os Vinhos dos Altos Montes, Vinhos Gaúchos, Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), Vinhos de Altitude de Santa Catarina;
-Instituto do Vinho do Vale do São Francisco (Vinhovasf), o Sindicato da Indústria do Vinho de Minas Gerais (SindVinho MG) e a Associação Nacional de Produtores de Vinhos de Inverno (Anprovin).
O Projeto Comprador, do Wines of Brazil esteve na feira com cinco compradores internacionais vindos da China, Rússia, Angola, França e Eslováquia.
Eles participaram de rodadas de negócios exclusivas com vinícolas brasileiras em um espaço dedicado, estruturado especialmente para promover encontros comerciais entre importadores convidados e empresas nacionais.
Nesta edição, o projeto setorial reuniu 22 vinícolas de cinco estados (BA, SP, RS, MG e PE), um crescimento de 37,5% em relação a 2024.
O Wines of Brasil é uma iniciativa do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) em parceria com a ApexBrasil.
Diante do sucesso desta edição, de 6 a 8 de outubro de 2026 a feira dará um importante passo em sua expansão: deixará o Pavilhão Verde e ocupará os Pavilhões Branco e Azul do Expo Center Norte.
A mudança permitirá ampliar a área do evento, receber mais expositores, oferecer uma experiência mais confortável aos visitantes.
“A feira não é apenas um encontro de produtos, mas de mercados e projetos. Entre degustações e rodadas de negócio, percebe-se que nela o vinho e os destilados são também sinônimos de estratégia”, aponta Malu.
“O mercado se encontra, se conecta e se fortalece. Deixamos de ser vitrine e nos tornamos arena onde se desenha o futuro do setor”, finaliza.













