A nova regulamentação da segurança privada em grandes eventos amplia a atenção sobre quem circula nos bastidores de produções que podem reunir centenas ou milhares de trabalhadores.
A MeEventos desenvolveu uma tecnologia voltada a uma das fragilidades dessa operação: identificar previamente fornecedores e equipes e validar, no local, se o profissional que tenta entrar é realmente quem está autorizado a trabalhar.
O Decreto nº 13.012/2026, que regulamenta a legislação federal sobre segurança privada, estabelece exigências específicas para eventos considerados de maior magnitude e complexidade, com público estimado superior a mil pessoas.
Nesses casos, a empresa responsável pelo serviço de vigilância deve apresentar previamente um projeto de segurança à autoridade local competente, com informações como público previsto, quantidade e disposição dos vigilantes, entradas e saídas, circulação de pessoas, riscos identificados e dispositivos de segurança disponíveis.
A norma trata diretamente da prestação dos serviços de segurança privada. O cadastro digital de fornecedores e equipes não é uma obrigação estabelecida pelo decreto.
Na avaliação da MeEventos, porém, o aumento das exigências de planejamento e controle chama atenção também para outros processos dos bastidores, especialmente em produções que mobilizam diferentes empresas, profissionais temporários e prestadores de serviço.
Tiago Ferreira, fundador e CEO da MeEventos, afirma que situações envolvendo compartilhamento de credenciais também já foram observadas pela empresa.
“Em operações desse porte, o desafio não se resume a saber quais empresas foram contratadas”, indica o executivo.
“É preciso identificar quem efetivamente está escalado, em quais dias e com autorização para acessar determinadas áreas. Listas, crachás e conferências manuais podem dificultar esse controle quando o número de profissionais aumenta”, completa.
TECNOLOGIA ENTRA NO CONTROLE DOS BASTIDORES
Foi a partir desse tipo de problema que a MeEventos desenvolveu o MeCheckin, tecnologia voltada ao controle de acesso de fornecedores e equipes operacionais.
Antes do evento, os profissionais podem ser cadastrados e ter seus dados e documentos organizados. No local, a validação do acesso pode ocorrer por QR Code ou reconhecimento facial.
A tecnologia também foi desenvolvida para operar em ambientes com conectividade limitada, situação comum em montagens ou espaços com infraestrutura variável.
O acesso pode ser limitado aos dias em que cada profissional está efetivamente escalado, reduzindo a possibilidade de reutilização indevida de uma autorização.
“Segurança não começa apenas na entrada do público. Ela está no planejamento, começa na organização de fornecedores, na conferência da documentação e na definição de quem está escalado. Quanto mais pessoas e empresas participam da operação, mais importante é conseguir validar quem realmente deveria estar ali”, finaliza Tiago.
