Início Geral Turismo de Negócios pode ser mais explorado no Estado de São Paulo

Turismo de Negócios pode ser mais explorado no Estado de São Paulo

É fato que feiras e eventos de negócios trazem inúmeros benefícios para as cidades em que ocorrem e todo seu entorno. Dados do Estudo “O Impacto Econômico e Social das Feiras de Negócios da cidade de São Paulo” revelam que as feiras movimentam R$16 bilhões anualmente. Somente em hospedagem e alimentação, os gastos dos viajantes ultrapassam R$ 4 bilhões na capital paulista, sendo 9,9% referentes a transporte, com mais de R$60 milhões em viagens via ônibus.

No entanto, essa modalidade de turismo ainda não tem todo seu potencial explorado pela cadeia econômica envolvida direta e indiretamente. Regina Rocha, diretora executiva da Fresp (Federação das Empresas de Transportes de Passageiro por Fretamento no Estado de São Paulo), ressalta que é necessário que se trabalhe em conjunto com os agentes receptivos das cidades para que o visitante das feiras estique sua permanência na cidade após o evento. “É preciso haver uma conscientização sobre a geração de empregos, renda e desenvolvimento originados pela realização das feiras e pelo turismo de negócios”, enfatiza.

“Além do turismo, o mercado econômico é beneficiado, pois movimenta o setor de prestação de serviços, colaborando com a geração de postos de trabalho em mais de 50 diferentes atividades antes, durante e depois dos eventos além de gerar impostos e receitas de serviços para governos e as empresas em cada segmento”, afirma Armando Campos Mello, presidente executivo da Ubrafe, União Brasileira dos Promotores de Feiras.

 

O transporte rodoviário como aliado

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Hoje há uma inexistência de políticas públicas de turismo que incentivem o fretamento eventual para lazer e negócios. Empresários em geral anseiam pelo retorno das rotas turísticas rodoviárias, especialmente na baixa estação, sendo assim o trabalho em conjunto com promotores, transportadores e conventions é essencial para os benefícios da região.

A pequena oferta por roteiros destinados ao litoral paulista, por exemplo, tem profunda relação com a política restritiva adotada pela gestão pública municipal desde a década de 1990, restringindo o acesso de ônibus por fretamento.

A executiva da Fresp enfatiza a necessidade da criação de um projeto estadual que vise estimular a realização de eventos de negócios, sendo que o fretamento como transporte oficial traria muita visibilidade nacional para a secretaria estadual de turismo. Com as agendas livres que esses eventos possibilitam ao término do cronograma oficial, os turistas têm a oportunidade de conhecer a região e realizar gastos consideráveis em todo o comércio, tornando essencial a criação de roteiros turísticos para os conventions.

 

Conventions e litoral

De acordo com Márcio Santiago de Oliveira, Presidente do FC&VB – SP, Federação de Convention & Visitor Bureaux do Estado de São Paulo, o mercado de eventos de negócios no litoral está em franca expansão. O setor há muito se beneficia por conta das exportações feitas via portos, e a perspectiva com o aumento do royalty do pré-sal tem impulsionado o segmento de novos negócios. Os aumentos na arrecadação dos municípios litorâneos propiciam a atração de novos serviços e indústrias. Por conseguinte, o mercado de eventos são beneficiários diretos desta demanda.

Dessa forma nota-se que novas empresas estão se instalando na região e o transporte dos trabalhadores e participantes dos grandes eventos é absolutamente necessário. Sendo assim a ausência de informações é um grande entrave, além de determinadas iniciativas tomadas pelo poder público levando a leis que dificultam o crescimento adequado e sustentável do setor.

Sobre a Fresp: A federação é uma entidade sindical de grau superior, constituída com o objetivo de agrupar, representar, coordenar, proteger e estimular o aprimoramento das atividades de transporte de passageiros por fretamento.  Hoje a FRESP é composta por sete sindicatos: SETFRET, SINFRECAR, SINFREPASS, SINFRESAN, SINFRET, SINFREVALLE e TRANSFRETUR espalhados pelo Estado de São Paulo. Os sindicatos juntos congregam mais de 300 empresas de transporte profissional de pessoas por fretamento.

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