As feiras mais importantes da região da Campânia (Nápoles) se uniram na Campania Fairs Association
A crise ocasionada pela COVID-19 fez com que treze feiras realizadas em Nápoles juntassem forças em iniciativa inédita.
Juntas elas geram para a Campânia 3.500 empregos, agregam 4.000 expositores (da Itália e de todo o mundo) e somam mais de 500.000 visitantes.
Associadas, as feiras trazem um impacto económico para o território estimado entre 130-150 milhões de euros por ano.
A união não busca apenas reclamar da atual situação do setor, mas também busca perspectivas de recuperação e crescimento, do recomeço da sua contribuição para o sistema económico, produtivo e social da Campânia e do centro e sul da Itália.
Os princípios fundadores da associação são: valorizar as feiras, desenvolver o setor, aumentar a economia induzida pelos eventos, expandir a base de emprego e empresarial, inovar sistemas territoriais e estimular o networking entre os protagonistas da cadeia de abastecimento.
A associação comercial já deu alguns passos, enviando aos ministros Giuseppe Provenzano, Stefano Patuanelli, Dario Franceschini, Vincenzo Amendola, Teresa Bellanova, ao presidente da região da Campânia, Vincenzo De Luca, e ao presidente da Câmara de Comércio de Nápoles, Ciro Fiola, notas escritas nas quais se perguntam, tanto a nível nacional como regional e territorial, quais são as reais considerações e desejos dos órgãos políticos e governamentais em relação ao setor expositivo.
Isto é, se as instituições nacionais e territoriais pretendem deixar morrer este setor da Campânia (como está acontecendo), em benefício das feiras do norte da Itália, ou se reconhecem o valor estratégico das feiras de Nápoles – que há anos mostram que podem competir em âmbito nacional, trazendo enormes benefícios para o território e para todo o sul.
O forte apoio das instituições tem permitido que as feiras do norte da Itália ampliem o número de investidores e cresçam. No entanto, na Campânia isso ainda não está acontecendo e um sinal das instituições seria decisivo.
Já foram feitos pedidos de resgate do setor, mas antes de tudo propostas para o futuro.
“Nossas feiras são uma vitrine extraordinária para as atividades produtivas locais, uma poderosa ferramenta de marketing territorial e um motor de recuperação econômica. Se você não quiser morrer, devido aos meses de bloqueio forçado e às posteriores suspensões provocadas pela segunda onda destas semanas, é urgente que se indemnize os eventos cancelados e em vias de cancelamento, bem como sejam apresentadas medidas destinadas à recuperação do setor”, explica Luciano Paulillo, presidente da feira VEBO e presidente da Campania Fairs Association
A associação espera um plano visionário, sério, concreto e articulado, partindo da sobrevivência do setor para chegar à elevação daquele papel de protagonista de importância nacional que o setor expositivo da Campânia aspira manter para o futuro.
As marcas de feiras pertencentes a associação são: Aestetica, Antiquari in mostra, Comicon, Energymed, Fiera del Baratto e dell’usato, I mercatini di Bidonville, Nibe, Tutthotel, Tuttopizza, Vebo, Videogame Show, 442, Vitigno Italia.
Zona vermelha
Na última sexta-feira (13/11) a região italiana da Campânia foi classificada como “zona vermelha”, assim como a Toscana. A medida resulta em um confinamento parcial da população.
Esse confinamento prevê o fechamento de restaurantes e do comércio não essencial e também obriga que os moradores permaneçam em casa.
A região da Campânia passou direto da zona amarela para a zona vermelha, ignorando a fase laranja.
Duramente atingida pela nova onda da pandemia, enfrenta hospitais lotados, pacientes sendo atendidos em seus carros, ou morrendo em ambulâncias.
