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A retomada e o papel do gestor corporativo

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POR ROBERTA NONIS

Recentemente li aqui mesmo no Portal Radar notícia sobre as dificuldades que a organização da APAS Show vem encontrando para engajar patrocinadores e participantes a participarem do evento deste ano agendado para outubro.

Não me surpreendi com a notícia, pois como gestora da Comunidade BenchMICE, grupo que reúne mais de 80 empresas e 100 gestores de eventos corporativos, tenho acompanhado a troca de mensagens entre gestores de importantes empresas expositoras e líderes no mercado de alimentos, bebidas e bens de consumo, sobre as diretrizes que suas empresas irão seguir. Até o momento, nenhuma delas tem aprovação para estar presencialmente no evento.

Apesar da vacinação avançada, das liberações e dos eventos testes realizados com segurança e sucesso pelo governo de São Paulo, as grandes indústrias ainda estão reticentes em participar de eventos de grande porte presencialmente.

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Sabemos que um evento como o APAS Show, ao reunir milhares de profissionais do setor e conectar indústria e comércio gera negócios e renda não só para seus expositores e participantes, mas também para a enorme cadeia produtiva de eventos.

Meu principal propósito ao criar a comunidade era oferecer um espaço onde os profissionais de eventos que representam os clientes e são cobrados por sucesso e excelência não só nos quesitos “eventísticos” mas principalmente em retorno e otimização de recursos, pudessem trocar boas práticas, dividir suas dificuldades e encontrar soluções juntos, valorizar o profissional de eventos e o segmento MICE e também fomentar a prática de relações sustentáveis entre clientes e fornecedores.

Diante deste último propósito, refleti sobre o assunto e resolvi assumir a responsabilidade e propor uma reflexão:

Não seria este momento uma excelente oportunidade para os gestores corporativos confiarem na capacidade técnica dos organizadores em entregar eventos seguros e assumir dentro de suas empresas um papel de promotor da cadeia produtiva de eventos?

Antes de achar que sou negacionista e que não acredito que ainda estamos em pandemia, reitero que estou ciente de todos os riscos que ainda corremos, mas estou ciente também que o setor de eventos é capaz de promover encontros e ambientes  tão seguros de se frequentar quanto os shoppings, restaurantes, academias e outros locais que já estamos frequentando.

Conheço o ambiente e a estrutura organizacional de grandes empresas, sei que políticas internas de segurança existem e que como colaboradores temos que respeitá-las, mas assumir postura somente de expectador nesta tomada de decisão, sendo você gestor também um profissional de eventos, na minha opinião, é pouco.

Um simples e-mail ou uma conversa corajosa com as pessoas certas apoiando a participação e se comprometendo a colaborar com a organização em uma entrega segura pode acelerar o processo interno de retorno ou até mesmo convencer que a hora certa já chegou.

Lembrem-se amigos gestores, você representa o setor de eventos dentro da sua empresa, nem todos os tomadores de decisão tem total ciência das regras e protocolos criados para garantir eventos seguros e o papel de levar esta atualização para sua corporação cabe a você. Além de assumir o protagonismo tão incentivado pelas lideranças e contribuir com a tomada de decisão, você estará também, colaborando com o setor MICE.

Como disse Steve Jobs, pessoas autogerenciáveis tem atitude, assumem responsabilidades, fazem o que deve ser feito sem que se precise pedir.

Assumam esta liderança e lembrem-se que quanto mais eventos tiver no seu calendário, mais bons negócios serão gerados para sua empresa, mas também mais relevância e estabilidade haverá para você e seu time.

Vamos Juntxs?

*Roberta Nonis é CEO & Fundadora da Evento Único Consultoria

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