Um incêndio atingiu, na tarde da última quinta-feira (20), o Pavilhão dos Países na Zona Azul da COP 30, em Belém (PA).
O fogo começou pouco depois das 14h e foi rapidamente controlado pela equipe de emergência do evento. A organização informou que 21 pessoas receberam atendimento médico, a maioria por inalação de fumaça.
Apesar do susto, não houve vítimas graves, um episódio que reforça a necessidade de máxima atenção aos protocolos de segurança que regem instalações temporárias em eventos de grande escala.
A ABRACE (Associação Brasileira das Empresas de Cenografia e Estandes) manifestou solidariedade aos participantes e organizadores da COP 30 e destacou que casos como esse evidenciam a importância do cumprimento rigoroso de normas técnicas, boas práticas e processos construtivos seguros.
Como entidade que representa empresas do setor em todo o país, a ABRACE reforça seu compromisso com a profissionalização da cadeia produtiva e com a difusão de padrões elevados de qualidade e segurança.
Segundo a entidade, a construção de estruturas temporárias exige uma combinação de competência técnica, planejamento, materiais adequados e equipes especializadas, especialmente em eventos internacionais, que concentram grande circulação de pessoas e operações complexas.
“Segurança não é opcional. É um pilar fundamental para qualquer montagem temporária, seja ela cenográfica, estrutural ou elétrica. Incidentes como o de hoje reforçam a necessidade de atenção total às normas e ao uso de profissionais qualificados”, destaca a ABRACE em nota.
PRINCIPAIS DIRETRIZES DE SEGURANÇA REFORÇADAS PELA ABRACE
Para prevenir ocorrências semelhantes e fortalecer a cultura de segurança no setor, a ABRACE destaca algumas práticas essenciais:
• Uso de materiais certificados e antichamas, conforme exigido pelas normas brasileiras;
• Cumprimento rigoroso das normas técnicas, incluindo NBRs específicas e diretrizes dos Corpos de Bombeiros;
• Aprimoramento contínuo dos processos construtivos, priorizando estruturas resistentes, testadas e seguras;
• Treinamento permanente das equipes, garantindo atuação técnica, responsável e alinhada às melhores práticas;
• Difusão de padrões elevados de segurança e profissionalização, fortalecendo toda a cadeia produtiva dos eventos.
A entidade reforça ainda que empresas associadas à ABRACE passam por avaliação criteriosa, incluindo critérios de segurança, qualidade operacional e conformidade técnica, um processo que contribui para elevar o nível de confiança e responsabilidade do setor.
Além disso, a ABRACE desenvolve iniciativas contínuas de orientação e qualificação, como o Briefing de Cenografia, documento que orienta contratações mais seguras, organizadas e alinhadas aos objetivos técnicos e estratégicos de cada projeto.
A ferramenta também oferece diretrizes que favorecem montagens mais responsáveis, coerentes com as normas e com as demandas específicas de segurança.
Como entidade de referência nacional desde 2011, a ABRACE reafirma seu compromisso em promover ambientes temporários mais seguros, responsáveis e tecnicamente qualificados.
A associação seguirá trabalhando ao lado das empresas do setor para fortalecer processos, ampliar a capacitação e contribuir para que episódios como o ocorrido na COP 30 se tornem cada vez mais raros no Brasil.
Crédito da imagem: Douglas Pingituro/Reuters (enviado pela ABRACE)
