Entre os dias 6 e 8 de outubro, São Paulo será palco de um dos principais encontros da indústria de base florestal na América Latina.
O ABTCP 2026 – 58º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel – chega ao Transamerica Expo Center reunindo empresas, especialistas e lideranças do setor para discutir os rumos de uma cadeia produtiva cada vez mais estratégica para a economia global.
O evento é promovido pela Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), em parceria com o Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF) e a norte-americana TAPPI (Technical Association of the Pulp and Paper Industry).
Ao longo de várias edições, o encontro se consolidou como um espaço de troca de conhecimento e apresentação de soluções que impactam diretamente a competitividade da indústria.
A edição deste ano terá como tema “O fortalecimento da bioeconomia de base florestal”, refletindo o avanço de um modelo produtivo alinhado à transição para uma economia de baixo carbono.
A proposta é destacar o papel da inovação tecnológica e do uso de recursos renováveis na transformação do setor.
Para Francisco Razzolini, diretor de Tecnologia Industrial, Inovação e Sustentabilidade da Klabin e presidente do congresso em 2026, o momento é de virada.
Segundo ele, a bioeconomia abre caminho para um novo ciclo de crescimento no país, impulsionado pela integração entre biotecnologia, inteligência artificial e o desenvolvimento de novos materiais.
O Brasil, aliás, já ocupa posição de destaque nesse cenário. De acordo com dados do relatório anual Ibá 2025, a indústria nacional de árvores plantadas é referência global em bioeconomia em larga escala, com práticas que vão do manejo florestal responsável à descarbonização industrial.
O setor fornece bioprodutos recicláveis, biodegradáveis e de origem renovável utilizados diariamente por cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo.
Enquanto o congresso se aproxima, a organização mantém aberta, até 10 de abril, a chamada para submissão de trabalhos técnicos.
Os artigos selecionados serão apresentados em sessões e pôsteres, abrangendo temas como celulose, papel, área florestal, indústria 5.0 e transformação digital.
Além do conteúdo técnico, a programação inclui a tradicional exposição internacional de tecnologias, que ocupará uma área superior a 4 mil metros quadrados.
A procura por espaços foi intensa: mesmo com a ampliação da área em mais de 600 m² em relação à última edição, todos os estandes já foram reservados.
A organização informa, no entanto, que atualizações semanais no site oficial podem indicar eventuais vagas decorrentes de desistências.
Outro destaque da agenda é o retorno do Jantar de Confraternização e da premiação “Destaques do Setor”, que volta reformulada após uma pausa.
Com mais de duas décadas de história, o prêmio reconhece empresas, fornecedores e profissionais que se destacam em práticas e inovações na cadeia de celulose e papel. As novas regras devem ser divulgadas em breve.
Na última edição, o congresso reuniu mais de mil participantes, entre profissionais do Brasil e do exterior — número que reforça a relevância do evento em um momento de transformação acelerada da indústria.
Mais informações em http://www.abtcp2026.org.br/
