As principais entidades do sistema de feiras da Itália deram um passo decisivo para aprofundar a cooperação institucional e ampliar a competitividade do setor.
A AEFI e a IT-EX assinaram em janeiro uma carta de intenções que estabelece uma colaboração estruturada e integrada em apoio à internacionalização e ao fortalecimento da indústria de feiras italiana.
Entre os objetivos estão a coordenação das atividades de representação institucional, a criação de mesas operacionais conjuntas e a avaliação de um possível caminho de agregação entre as entidades, preservadas as especificidades e os modelos organizacionais de cada uma.
Segundo o presidente da AEFI, Maurizio Danese, a iniciativa marca “uma virada decisiva” rumo a uma representação unificada de um setor que é o quarto maior do mundo e o segundo da Europa.
“O cenário geopolítico exige visão estratégica, sem fragmentações. As feiras são alavancas essenciais para o crescimento das PMEs, para as políticas de internacionalização e para o aumento das exportações. Com um impacto econômico total de cerca de € 22 bilhões, o setor também impulsiona o desenvolvimento regional”, afirmou.
Para o presidente da IT-EX, Raffaello Napoleone, a carta de intenções consolida uma cooperação contínua em um contexto econômico e geopolítico complexo.
“As feiras seguem sendo instrumentos fundamentais para apoiar a internacionalização — especialmente de micro, pequenas e médias empresas — e para promover o Made in Italy nos mercados globais”, disse.
“Unir forças com a AEFI amplia a autoridade do setor diante das instituições e cria as condições para enfrentar, juntos, os desafios futuros”, acrescentou.
O documento também institui um Comitê Paritário de Coordenação, com 12 integrantes — seis indicados por cada associação — responsável por desenvolver as diretrizes operacionais da parceria e submeter propostas aos órgãos deliberativos. A presidência caberá a Giovanni Bozzetti, à frente da Fondazione Fiera Milano.
Bozzetti destacou que a cooperação é estratégica diante da crescente competição internacional. “A fragmentação sempre foi um limite”, reforçou o executivo.
“Para reduzir a distância em relação a mercados mais robustos, como o alemão, precisamos trabalhar de forma coordenada e com visão compartilhada. O diálogo com as instituições é um fator habilitador fundamental para transformar essa colaboração em um motor de crescimento”, completou.
O comitê tomará posse em 24 de fevereiro. Pela AEFI, participam Maurizio Danese, Simona Rapastella, Pietro Piccinetti, Antonio Bruzzone, Maurizio Renzo Ermeti e Federico Bricolo.
Pela IT-EX, integram o grupo Raffaello Napoleone, Giovanni Bozzetti, Antonio Intiglietta, Roberto Foresti, Massimiliano Pierini e Filippo Benedetti.
