O Atlético de Madrid deu início a um amplo processo de modernização tecnológica do Riyadh Air Metropolitano, seu estádio em Madri, com a implantação de uma nova infraestrutura de conectividade baseada em redes inteligentes e autônomas.
O projeto utiliza soluções de Hewlett Packard Enterprise (HPE) e será implementado em duas etapas, ao longo das temporadas 2025/26 e 2026/27.
A iniciativa prevê a substituição completa da atual rede de comunicações, em operação desde a inauguração do estádio, em 2017.
A nova infraestrutura contará com mais de 1.500 pontos de acesso Wi-Fi 7, gerenciados por sistemas de inteligência artificial capazes de monitorar, ajustar e otimizar o desempenho da rede em tempo real, de acordo com a densidade de público e o volume de tráfego de dados.
Segundo a HPE, a gestão da rede será realizada por meio da plataforma Aruba Central, que utiliza recursos de AIOps (operações orientadas por inteligência artificial) para detectar falhas, prever gargalos e ajustar automaticamente parâmetros como canais e potência de radiofrequência.
A automação é considerada essencial em ambientes de alta concentração, como grandes eventos esportivos, onde dezenas de milhares de torcedores acessam simultaneamente serviços digitais.
Além da conectividade, o projeto incorpora ferramentas avançadas de análise de localização e presença. A partir de dados anonimizados, será possível gerar mapas de calor e identificar fluxos de mobilidade dentro do estádio, contribuindo para o aprimoramento da segurança, da gestão de acessos e da alocação de equipes e recursos logísticos durante os eventos.
Outro eixo central da modernização é a eficiência energética. A nova rede foi projetada para operar com modos dinâmicos de economia de energia, permitindo que pontos de acesso reduzam o consumo ou entrem em estado de suspensão quando não há atividade significativa.
A medida busca diminuir o impacto energético de uma infraestrutura que opera em plena capacidade apenas em dias de jogos e grandes eventos.
Paralelamente, o Atlético de Madrid está implantando uma rede dedicada exclusivamente à produção audiovisual sobre IP, separada da rede corporativa e da conectividade dos torcedores.
O sistema contará com segmentação rigorosa e políticas de Qualidade de Serviço (QoS) para garantir baixa latência e alta confiabilidade na transmissão de vídeo.
O desenvolvimento do projeto envolve a Telefónica Servicios Audiovisuales e a HPE, que realizam atualmente testes de validação de tráfego e switching.
A modernização tecnológica também será estendida a outras instalações do clube. A Sport City, complexo esportivo em expansão, receberá redes baseadas em tecnologia HPE nos lotes DS-01 e DS-02, com início das obras previsto para o primeiro semestre de 2026.
Já o Centro de Alto Rendimento, no lote DS-03, terá cobertura completa de rede para campos de treino, áreas médicas, espaços de imprensa e produção audiovisual, com implementação planejada entre 2025 e 2027.
Para a HPE, o projeto exemplifica a consolidação da inteligência artificial como ferramenta operacional em ambientes críticos.
Segundo a empresa, a aplicação de IA em redes deixa de ser apenas um recurso de suporte e passa a influenciar decisões operacionais, consumo de energia e qualidade da experiência do usuário.
Do lado do clube, a expectativa é que a nova infraestrutura amplie não apenas a capacidade de conectividade oferecida aos torcedores, mas também a possibilidade de criação de novos serviços digitais e modelos de operação baseados em dados.
Com a iniciativa, o Riyadh Air Metropolitano passa a integrar um grupo restrito de estádios europeus que adotam redes autônomas e inteligentes como base para sua transformação digital.
