O Cairns Convention Centre anunciou o lançamento de seu plano “Innovate Reconciliation Action Plan (RAP) 2026–2028”, reforçando o compromisso de incorporar práticas de reconciliação em todas as áreas de sua operação e na experiência de participantes de eventos.
Desenvolvido em consulta com a líder indígena e acadêmica Henrietta Marrie, o plano foi aprovado pela Reconciliation Australia e estabelece diretrizes para ampliar a integração de povos e culturas das Primeiras Nações no contexto de eventos corporativos e associativos realizados no destino.
Com atuação consolidada no segmento de eventos de negócios, o centro de convenções tem como objetivo gerar impacto econômico e social para a região de Cairns por meio da atração de congressos nacionais e internacionais.
Nesse contexto, a estratégia de reconciliação passa a ser tratada como parte estruturante da proposta de valor do equipamento, incluindo a valorização das culturas indígenas como elemento essencial da experiência dos delegados.
Segundo a gerente-geral Janet Hamilton, o plano estabelece um direcionamento prático para a organização. “O RAP define como iremos integrar a reconciliação à forma como operamos, às parcerias que construímos e à maneira como recebemos visitantes”, afirmou.
Entre os compromissos estão a criação de oportunidades de emprego para povos das Primeiras Nações, o aumento da contratação de fornecedores indígenas e o fortalecimento de um ambiente culturalmente seguro e inclusivo.
Localizado entre dois sítios reconhecidos como Patrimônio Mundial da UNESCO e em uma região que abriga 18 grupos indígenas, o centro de convenções posiciona o engajamento cultural como um diferencial estratégico para a captação de eventos internacionais.
Para Henrietta Marrie, o plano reforça a importância de relações construídas com base em escuta, respeito e valorização cultural.
A iniciativa também amplia oportunidades para que conhecimentos, narrativas e negócios indígenas façam parte da experiência de conexão entre participantes.
O plano prevê 17 ações e 82 entregas distribuídas em quatro pilares: Relacionamento, Respeito, Oportunidades e Governança.
Entre as iniciativas estão treinamentos de conscientização cultural para a equipe, desenvolvimento de um menu inspirado em tradições indígenas, ampliação do uso de plantas medicinais nativas nos jardins do espaço, além da promoção de histórias e experiências culturais em plataformas digitais e na programação de eventos.
Outras medidas incluem estratégias de compras voltadas ao aumento da participação de fornecedores indígenas e parcerias com empresas lideradas por povos das Primeiras Nações para a produção de brindes, experiências e roteiros turísticos oferecidos a participantes e palestrantes.
A implementação do plano será conduzida pela liderança executiva do centro e por um grupo interno dedicado à agenda de reconciliação.
Como parte da iniciativa, o equipamento também destaca a obra “Reef Connections”, da artista indígena Elverina Johnson, exposta no foyer principal.
A peça simboliza a conexão entre oceano, recifes, manguezais e terra, refletindo a relação cultural dos povos Gungganji e Yidinji com o território e a importância da preservação ambiental.
O centro reafirmou ainda o reconhecimento dos povos Gimuy Walubarra Yidinji como guardiões tradicionais da terra onde está instalado, estendendo respeito às lideranças passadas, presentes e futuras, bem como a todos os povos indígenas que visitam o espaço.













