China e Estados Unidos são os mercados de exposições mais atrativos do mundo, segundo um novo ranking global divulgado pela consultoria jwc.
A França aparece na terceira colocação, superando a Alemanha e reforçando a conclusão central do estudo: o tamanho do mercado, isoladamente, já não determina a competitividade no setor.
A classificação, publicada pela primeira vez e incorporada ao relatório regular “GIPR” da consultoria, utiliza um modelo de análise multidimensional que avalia fundamentos de demanda, dinâmica competitiva, capacidade de infraestrutura, maturidade do ecossistema e condições gerais de negócios.
Após os quatro primeiros colocados, completam o grupo dos dez principais mercados Espanha, Itália, Emirados Árabes Unidos, Índia, Holanda e Singapura.
Além do ranking geral, o estudo apresenta três recortes específicos que analisam os mercados sob diferentes perspectivas estratégicas.
No critério orientado ao mercado — que privilegia tamanho e perspectivas de crescimento — a Índia ocupa a primeira posição, impulsionada por forte expansão e fundamentos sólidos de demanda.
China e Estados Unidos aparecem na sequência, confirmando o peso da escala em mercados movidos por volume e expectativa de crescimento. Neste segmento, o Brasil aparece em sexto.
No segmento orientado à competição — que considera abertura, fragmentação e acessibilidade competitiva — a China lidera, seguida por Bahrein e Kuwait. Segundo a análise, a estrutura regulatória e o ambiente concorrencial podem criar oportunidades relevantes mesmo em economias de menor porte.
Já no segmento orientado ao ecossistema, Singapura ocupa a primeira colocação, destacando-se pelo ambiente institucional consolidado, alta conectividade internacional e eficiência administrativa.
Espanha e Alemanha aparecem logo atrás, evidenciando a importância da infraestrutura, do desempenho logístico e das condições de negócios para sustentar a atividade de exposições.
De acordo com Jochen Witt, presidente executivo da jwc, os resultados demonstram que classificações simplificadas podem gerar interpretações equivocadas.
“Os mercados podem ser altamente atrativos por razões muito distintas. Alguns se beneficiam da escala, outros da abertura competitiva ou da maturidade do ecossistema. Uma abordagem multidimensional torna visíveis essas diferenças”, afirmou.
O estudo ressalta que os mercados de exposições operam em estágios variados de desenvolvimento e combinam crescimento, escala e maturidade institucional de formas distintas.
Alguns países apresentam grande porte, mas enfrentam limitações estruturais; outros são menores, porém altamente eficientes; e há ainda economias em rápida expansão impulsionadas por investimentos e políticas direcionadas.
Para Lorenzo Garbujo, líder do projeto na jwc, a atratividade depende diretamente dos objetivos estratégicos dos organizadores de eventos.
“Há múltiplas opções disponíveis, e o objetivo do modelo é apoiar decisões mais estratégicas na escolha e priorização de mercados”, declarou.
A análise conclui que nenhum mercado domina simultaneamente todos os critérios avaliados. A competitividade resulta da combinação entre escala, crescimento, ambiente competitivo e condições institucionais, variáveis que interagem de maneira distinta em cada país.













