Criado em 2014 com a proposta de fortalecer a música brasileira e aproximar diferentes gerações de artistas e públicos, o Coala Festival chegou à sua 12ª edição em 2026.
No último fim de semana, nos dias 12 e 13 de setembro, o festival ocupou novamente o Memorial da América Latina em São Paulo, reunindo artistas consagrados, nomes da cena independente e novos talentos em uma programação marcada por encontros inéditos e cruzamentos de gerações.
A edição de 2026 reuniu cerca de 30 mil pessoas ao longo de dois dias e alcançou o recorde de marcas parceiras da história do festival, com 26 empresas envolvidas.
O resultado reforçou a dimensão que o Coala alcançou dentro do calendário cultural paulistano e sua capacidade de conectar música, marcas, público e economia criativa.
“O Coala nasceu para criar encontros. Entre artistas, entre gerações, entre diferentes cenas e, principalmente, entre o público e a música brasileira”, afirma Gabriel Andrade, sócio-fundador do festival.
“A cada edição, nosso desafio é preservar essa identidade e, ao mesmo tempo, abrir espaço para o que está surgindo agora”, acrescenta o executivo.
A escolha do Memorial da América Latina como território do Coala não é apenas uma questão de infraestrutura.
O espaço, localizado na Barra Funda, tornou-se parte da identidade do festival e permite que a programação se conecte diretamente com a dinâmica cultural e urbana de São Paulo.
INCLUSÃO, SEGURANÇA E SUSTENTABILIDADE COMO PILARES DO FESTIVAL
O Coala Festival 2026 ampliou seus compromissos com sustentabilidade, inclusão, diversidade e segurança.
O evento ofereceu acesso prioritário na entrada e atendimento prioritário em todas as áreas para pessoas com deficiência, 60 anos ou mais, gestantes e pessoas com crianças de colo.
A estrutura contou, ainda, com acessibilidade arquitetônica em todos os espaços, incluindo bares, praças de alimentação e ativações de marcas, além de tradução em Libras em todas as apresentações do palco principal, ampliando o acesso à programação cultural.
Também foram disponibilizadas áreas reservadas para pessoas com deficiência e atendimento prioritário no palco principal e na Vila Coala, que contou com banheiros acessíveis.
Além disso, o festival ofereceu tenda de acolhimento, atendimento psicológico e social, equipes capacitadas pelo protocolo Não Se Cale e canal sigiloso para denúncias de assédio, racismo e LGBTfobia.
A estrutura incluiu postos médicos, ambulâncias, plano de contingência para emergências e eventos climáticos e posto de achados e perdidos.
Também adotou medidas de proteção a crianças e adolescentes e, para as equipes, garantiu espaços de descanso e alimentação, controle das jornadas e políticas de prevenção a acidentes de trabalho.
A edição de 2026 do Coala contou com uma estrutura de governança voltada à sustentabilidade, à ética e à segurança em sua realização.
A Política de Sustentabilidade estabeleceu diretrizes e compromissos socioambientais para o evento, enquanto o Código de Ética orientou a atuação de equipes, fornecedores e parceiros.
O festival também disponibilizou um canal de denúncias exclusivo e sigiloso para público e staff, fortalecendo os mecanismos de escuta, prevenção e responsabilização.
A operação trabalhou, ainda, com protocolos de prevenção e resposta a situações de risco, integrados ao plano de contingência e gestão de crises, além de políticas e procedimentos de saúde e segurança do trabalho voltados à proteção dos profissionais envolvidos.
Crédito da imagem: b+ca
