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Com setor aquecido, eventos deixam de ser táticos e viram eixo do marketing

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O mercado de eventos no Brasil começou 2026 em ritmo acelerado, com sinais claros de expansão e mudança estrutural. Dados da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos indicam que o setor movimentou R$ 25,33 bilhões apenas no primeiro bimestre do ano e já supera a marca de 205 mil empregos.

Mais do que o crescimento em volume, especialistas apontam uma transformação no papel dos eventos dentro das estratégias corporativas.

Para Flavia Morizono, diretora de operações da Joia Experiências Que Transformam, o cenário não deve ser interpretado como um pico momentâneo, mas como a consolidação de um novo estágio do setor.

Segundo ela, os eventos deixaram de ser iniciativas pontuais para assumir uma função estratégica na construção de marca e relacionamento com o público.

Esse reposicionamento também altera a lógica de entrega. Em um ambiente mais competitivo, o foco deixa de estar apenas na execução e passa a incluir consistência, clareza de objetivos e capacidade de gerar resultados mensuráveis.

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A exigência por planejamento mais estruturado e criatividade alinhada a propósito tem elevado o nível das demandas.

A mudança é acompanhada por um novo perfil de cliente, mais exigente e menos tolerante a falhas.

De acordo com Morizono, cresce a expectativa por parceiros que atuem de forma consultiva, antecipando riscos e contribuindo para o desenho estratégico das ações, e não apenas como fornecedores operacionais.

Esse movimento também reflete alterações no comportamento do consumidor. Com menor impacto da comunicação tradicional, o público tende a valorizar experiências mais imersivas e conexões autênticas com as marcas — o que reforça o papel dos eventos como uma das principais interfaces de engajamento.

Na prática, o setor passa a ocupar uma posição mais integrada dentro do marketing, reunindo funções de branding, relacionamento, produção de conteúdo e até geração de negócios. Em muitos casos, eventos tornam-se o ponto de partida para narrativas que se desdobram em diferentes canais.

Empresas do segmento já observam esse avanço no dia a dia. A Joia Experiências Que Transformam registra aumento no volume de projetos, ampliação da base de clientes e maior recorrência de contratos no início do ano.

Segundo a executiva, há também uma evolução na qualidade das demandas, com briefings mais estruturados e metas mais definidas.

Entre os projetos em alta estão iniciativas voltadas à experiência de marca e relacionamento, especialmente em setores como tecnologia, varejo e beleza.

Para os próximos meses, a expectativa é de um crescimento mais qualificado, impulsionado por personalização, uso de tecnologia — incluindo inteligência artificial — e maior foco em métricas de desempenho.

Diante desse cenário, especialistas defendem uma mudança na forma como empresas encaram o investimento em eventos.

A tendência é que deixem de ser vistos como custo operacional e passem a ser tratados como ativos estratégicos, capazes de gerar valor, fortalecer vínculos com o público e impulsionar resultados de negócio.

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