Anúncio
Início Geral Edmar Bull – Presidente da ABAV Nacional

Edmar Bull – Presidente da ABAV Nacional

Anúncio

Desde 1973 no mercado de turismo, Edmar Bull construiu uma sólida carreira neste setor. Além de comandar uma empresa de sucesso no segmento, a Copastur, colaborou ativamente em diversas associações, sempre tendo como meta o desenvolvimento do turismo de lazer e corporativo no Brasil. Com passagens pela ABAV-SP (Associação Brasileira de Agências de Viagens de São Paulo) e ABRACORP (Associação Brasileira de Viagens Corporativas), Edmar foi eleito presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Brasil (Abav Nacional) com um mandato de dois anos (2015/2017).

Aproveitando toda esta expertise, a Radar Magazine conversou com o executivo sobre o atual momento do turismo no Brasil.

O Brasil recebe cerca de seis milhões de turistas estrangeiros por ano. O número equivale ao total que, individualmente, algumas cidades do exterior recebem. O que falta para avançarmos?

Falta o Brasil ser mais acessível ao visto de entrada no país para recebermos mais turistas internacionais. É lógico que temos que ter uma trava, mas naqueles países que estamos acostumados, para que o visto? Os Estados Unidos são um exemplo. Temos agora o visto eletrônico que será testado até dezembro (nota da redação: turistas provenientes dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão poderão fazer o processo de solicitação de vistos, pagamento de taxas, análise, concessão e emissão pela internet). Isso tem que ser colocado para todos os países, para que seja liberado mais rápido o visto e, assim, podermos mostrar melhor o Brasil.

 O visto eletrônico faz parte do Plano Brasil + Turismo, lançado pelo Ministério do Turismo. O que você achou deste pacote de medidas?

Anúncio

Acho que é bem positivo desde que seja bem trabalhado. A EMBRATUR, por exemplo, tornando-se uma agência, conseguirá fazer mais promoções do Brasil lá fora, trazendo mais turistas. Você pega Portugal, Espanha e Estados Unidos e vê que são países que saíram de uma crise interna por causa do turismo. Aproximadamente 54 segmentos econômicos são ligados ao turismo, então, ele consegue colocar a máquina para rodar.

O turismo pode ser, então, uma saída para a crise no Rio de Janeiro?

Acho que com a ajuda do Governo Federal e melhorando a imagem do Rio, a segurança, a infraestrutura e a parte política, é possível. Porque é como uma bola de neve. Se você melhora estes itens que eu mencionei, você traz mais turistas, que traz mais dinheiro, gera mais impostos e tira o Rio do buraco. Mas você tem que ter governantes sérios que enxerguem o turismo como uma das principais soluções para a saída da crise.

Perdemos o timing, o Rio de Janeiro e o Brasil como um todo, das Olimpíadas e Copa do Mundo no Brasil?

Acho que não soubemos aproveitar e passou o tempo. Hoje você consegue levar um evento para o Rio de Janeiro, para a Barra da Tijuca, de quatro mil pessoas – ou quantas quiser –, sem problema nenhum. Mas o Rio de Janeiro perdeu este momento por conta do que já foi citado. Acho que não aproveitamos as oportunidades. Perdemos tudo aquilo que foi investido. O Turismo é um dos sete ministérios da agenda positiva do governo federal, mas isso não chegou aos estados.

Falando no Governo Federal. O Ministério do Turismo ser ocupado por uma pessoa que não seja um “técnico” da área prejudica no avanço do turismo?

O ministro é um posto político e precisamos ter a parte política e a parte técnica. Principalmente com o ministro atual, assim como era com o anterior, estas duas partes estão bem alinhadas. Só que o governo demora muito para tomar soluções bem definidas para chegarmos onde queremos. Em outros países as soluções são mais rápidas. Cancun é um exemplo. Depois do furacão, a cidade ficou debaixo da água, mas em  um ano já estava em pé e recebendo seis milhões de turistas. Acho que os governantes precisam entender um pouco melhor do turismo nacional.

Como está o mercado para as agências de viagens no Brasil?

Pelo o que temos conversado com as agências e operadoras de viagem, este ano estamos crescendo próximo de 15% em relação ao ano passado. Hoje, nosso segmento é um dos mais crescentes, tanto que fazemos parte da agenda positiva do governo federal.

Mesmo com a crise, o brasileiro continuou viajando, então?

Está no DNA do brasileiro viajar nas férias. O que mudou foi o perfil de viagem. Antes o turista ficava em hotéis cinco estrelas, agora está ficando em um de quatro. Antes, fechava dois apartamentos, um para os adultos e outros para as crianças, agora está ficando em um só, por exemplo. Hoje, temos 60% dos brasileiros viajando dentro do Brasil e 40% para o exterior. Agora com a reforma trabalhista – e a possibilidade de dividir as férias em três períodos – será possível também fazer mais viagens.

A reforma trabalhista dará mais um impulso para o setor?

Acho que sim, ela irá nos ajudar bastante. O brasileiro mudou seu perfil de viagem de lazer. Antes, ele viajava de 15 a 20 dias e o restante tirava financeiramente dentro da empresa. Hoje, ele consegue fracionar e, fracionando, conseguirá fazer muito mais viagens.

Anúncio

SEM COMENTÁRIOS

Sair da versão mobile
Privacy Overview

Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo.

Strictly Necessary Cookies

Strictly Necessary Cookie should be enabled at all times so that we can save your preferences for cookie settings.