O Quênia está entre os dez principais destinos das exportações brasileiras de dispositivos médicos na África, o que torna a participação da indústria nacional estratégica para a ampliação de negócios no continente.
Nesse contexto, quatro fabricantes brasileiras participaram da WHX Nairobi 2025, principal feira de produtos médico-hospitalares e de laboratório clínico do leste africano.
Elas encerraram o evento com 132 novos contatos de potenciais clientes e parceiros e a perspectiva de firmar cerca de US$ 360 mil em negócios nos próximos 12 meses.
Realizada entre 22 e 24 de outubro, na capital queniana, a feira contou com o pavilhão brasileiro organizado pela ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos), em parceria com a Embaixada do Brasil em Nairóbi.
Durante os três dias, o evento recebeu cerca de 8 mil visitantes de mais de 20 países, incluindo tomadores de decisão vindos do Quênia, Uganda, Tanzânia, Índia e Egito.
“Participamos pela primeira vez da feira e recebemos muitas visitas de hospitais e distribuidores. Conseguimos alguns contatos importantes, com potencial de abertura de mercado”, aponta Sara Silva, coordenadora comercial da Bioline Fios Cirúrgicos.
“Encerramos a exposição muito otimistas com a possibilidade de conquistar essa porta de entrada na região e, quem sabe, expandir para países como Somália e Tanzânia”, completa.
A presença da indústria brasileira de dispositivos médicos na WHX Nairobi é resultado do trabalho de prospecção conduzido pela ABIMO, que em 2024 visitou o evento para mapear o mercado local.
Ainda: produziu um estudo sobre o Quênia e realizou um webinar com as particularidades do sistema de saúde do país, ações que pavimentaram o sucesso desta primeira participação coletiva.













