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Eventos corporativos também podem seguir a lógica do as a service

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POR ROSELY HANOCH

Os encontros presenciais voltaram a ocupar um espaço relevante na estratégia das empresas. Em São Paulo, por exemplo, foram realizados 1.511 eventos de grande porte em 2025, crescimento de 22% em relação ao ano anterior, segundo dados do Barômetro Eventos 2025 divulgados pela ABEOC.

O movimento não parece restrito ao Brasil. Para 2026, 85% dos profissionais de reuniões e eventos ouvidos pela American Express Global Business Travel na América Latina esperam aumento dos investimentos na área.

Esse crescimento vem acompanhado de outra mudança. As empresas estão mais atentas à experiência oferecida nesses encontros e também à eficiência necessária para realizá-los. No mesmo estudo da Amex GBT, melhorar a experiência dos participantes aparece como a principal prioridade dos profissionais latino-americanos.

Nesse contexto, vale observar como a própria organização dos eventos ainda costuma envolver uma operação bastante fragmentada.

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Uma reunião com clientes, um treinamento ou um workshop pode exigir a contratação de espaço, conexão, equipamentos audiovisuais, alimentação, recepção, materiais e comunicação.

Dependendo da estrutura escolhida, cada uma dessas necessidades envolve um fornecedor, um processo de contratação e uma etapa adicional de acompanhamento.

Em outras áreas do ambiente corporativo, esse tipo de complexidade ajudou a impulsionar os modelos as a service. A lógica é conhecida: em vez de manter determinados recursos permanentemente ou coordenar diferentes componentes por conta própria, a empresa acessa uma estrutura de acordo com sua necessidade.

No caso dos eventos, esse raciocínio pode ser aplicado à contratação de ambientes e serviços que já estejam preparados para diferentes tipos de encontros.

Isso não significa padronizar a experiência. Reuniões, treinamentos, workshops e encontros com clientes têm objetivos distintos e exigem configurações próprias. O ganho está em reduzir a quantidade de etapas operacionais necessárias para colocar cada iniciativa em prática.

A discussão também acompanha as mudanças nos próprios escritórios, tendo em vista que modelos híbridos e novas configurações de espaço alteraram a forma como muitas empresas planejam sua infraestrutura.

Nem sempre é necessário manter ambientes destinados a treinamentos, apresentações ou eventos que serão utilizados apenas em determinados períodos do ano. Em algumas situações, recorrer a uma estrutura disponível sob demanda pode ser uma alternativa mais adequada.

Ao mesmo tempo, o encontro presencial passou a carregar uma expectativa maior. Se muitas conversas profissionais podem acontecer por videoconferência, reunir clientes, parceiros ou equipes fisicamente precisa ter um propósito claro.

A qualidade da conexão, o ambiente, os recursos disponíveis e a organização interferem diretamente na percepção dos participantes e no resultado daquele encontro.

O próprio mercado apresenta sinais de que simplificar essa operação ganhou importância. Uma pesquisa global da Cvent com mais de 1.650 profissionais mostrou que 97% dos entrevistados identificam economia de tempo e dinheiro quando adotam processos estruturados para escolher e contratar espaços.

O dado ajuda a mostrar que eficiência, nesse contexto, não depende apenas do orçamento do evento, mas também da forma como os recursos são coordenados.

Foi a partir dessa reflexão que desenvolvemos o ESY Conceito. A iniciativa nasceu da experiência da Esy em tecnologia, conectividade e infraestrutura e da percepção de que essas competências poderiam ser reunidas em um ambiente preparado para reuniões, treinamentos, workshops e encontros com clientes.

O modelo as a service, que se consolidou na tecnologia ao transformar produtos e infraestrutura em serviços acessados conforme a demanda, começa a encontrar espaço em outras frentes do ambiente corporativo.

Nos eventos, essa migração significa olhar menos para a disponibilização de um espaço e mais para o conjunto de recursos e competências necessários para que aquele encontro aconteça.

É justamente nessa transição que está o valor agregado do modelo. A entrega passa a incorporar conectividade, suporte, serviços e conhecimento de acordo com cada necessidade. Para as empresas, isso pode representar menos complexidade operacional e maior capacidade de concentrar esforços no propósito do encontro.

A evolução do as a service, portanto, talvez esteja menos ligada à criação de novas categorias e mais à aplicação de uma lógica já conhecida a problemas que ainda podem ser resolvidos de maneira mais simples e integrada.

*Rosely Hanoch é Vice-Presidente de Marketing e Vendas da Esy

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