A GL events anunciou nesta semana os resultados financeiros do primeiro semestre de 2025, com crescimento de 8,3% no faturamento, que atingiu 889 milhões de euros, e alta de 20% no EBITDA, com margem de 15,7%.
A empresa também registrou avanço de 33% no lucro líquido atribuível ao grupo, que somou 52 milhões de euros.
O desempenho é atribuído à combinação de uma estratégia consistente, atuação internacional e gestão rigorosa de custos. Ao todo, 51% da receita do grupo foi gerada fora da França, reforçando sua presença global.
“A GL events realiza um bom semestre, apoiado na solidez de seus fundamentos, na pertinência de sua estratégia global e no engajamento sem falhas de seus colaboradores ao redor do mundo”, afirmou Olivier Ginon, presidente-diretor geral do grupo.
“Nossa performance financeira confirma a complementaridade de nossas atividades e a robustez do nosso modelo econômico, permitindo-nos seguir com um crescimento sustentável”, completou.
O grupo opera em três grandes áreas: Live, Exhibitions e Venues. Os resultados variaram conforme a sazonalidade e o tipo de atividade.
GL Events Live
Após os Jogos Olímpicos de Paris 2024, o segmento Live registrou faturamento de 459 milhões de euros, uma queda de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, refletindo uma redução nos chamados “Jumbo Events”. O EBITDA caiu 17%, para 48 milhões de euros.
Mesmo assim, a unidade manteve posição de destaque com eventos como a COP16 no Oriente Médio, a Exposição Universal de Osaka (com os pavilhões da Alemanha, Sérvia e União Europeia), a Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos em Nice e o Salão Internacional da Aeronáutica de Paris.
Também atuou em eventos esportivos como o GP de Mônaco de F1, Rolex Masters, Saut Hermès, Copa do Mundo de Clubes de Cincinnati e as 24h de Le Mans.
“GL events Live mantém custos fixos estáveis enquanto preserva sua capacidade de entregar eventos complexos, garantindo uma posição sólida para o segundo semestre de 2025”, diz o comunicado.
GL events Exhibitions
O segmento de feiras e exposições teve crescimento de 52% no faturamento, chegando a 172 milhões de euros, e aumento de 84% no EBITDA, totalizando 43 milhões de euros.
O bom desempenho foi impulsionado pela sazonalidade positiva com feiras como Expomin, SIRHA e a Bienal do Livro Rio, que representaram 40 milhões de euros da receita.
Apesar do bom desempenho global, a China continua sendo um mercado desafiador, com resultados abaixo do esperado.
A GL events reforçou sua presença no setor de saúde com a organização da SantExpo, a aquisição de 69% de uma feira veterinária na China e, em julho, da empresa B4 Events, organizadora de congressos médicos.
GL events Venues
Já o segmento Venues (gestão de locais de eventos) faturou 258 milhões de euros, com alta de 23%, e obteve EBITDA de 49 milhões de euros (+38%). A margem operacional subiu para 14%.
A expansão foi puxada por bons resultados nas regiões francesas, especialmente Rhône-Alpes Auvergne, com eventos como o Salão das Duas Rodas e o CTCO. O desempenho compensou a queda em Paris, no pós-Olimpíadas, e em Estrasburgo.
Fora da Europa, destaque para Brasil (São Paulo e Salvador, com a reabertura do Anhembi), Chile (integração do centro Riesco) e África do Sul (eventos preparatórios do G20).
Um marco importante do semestre foi a assinatura do contrato de concessão do Stade de France, conquistado após processo licitatório iniciado em 2023. A operação terá início em 5 de agosto de 2025, e dois shows já estão previstos para os dias 9 e 13 de agosto.
“Mantemos nossa dinâmica de crescimento com uma gestão rigorosa e atenção redobrada em um ambiente econômico global complexo”, afirmou Olivier Ginon.
“Estamos confiantes na nossa capacidade de atingir os objetivos para 2025, mantendo uma trajetória de crescimento sustentável e controlada”, completou.
A GL events confirmou suas metas para o ano:
- Crescimento do faturamento superior a 5%
- Melhoria da margem operacional
- Programa de investimentos (Capex) em torno de 80 milhões de euros
A empresa espera manter a dívida líquida estável mesmo com aquisições em curso, como o grupo ADD na Arábia Saudita e a Fimalac Entertainment, ainda sujeita a aprovações regulatórias.













