É isso que o Governo Federal está fazendo ao não prorrogar o estado de calamidade pública e nem o plano de auxílio.
Simplesmente jogou para nós, que estamos desde março de 2020 sem trabalho e com a corda no pescoço, arcar com o ônus da Covid-19.
Fale sério?!?!? Alguém do nosso setor retomou as atividades a níveis suficientes para pagar salário e jornadas integrais? Há demanda e dinheiro circulando de feiras para terminar com a suspensão de contrato? E ainda por cima, garantir os empregos?! É muito difícil manter o bom palavreado em tal situação. Que eu saiba, apenas os eventos clandestinos que vemos direto na mídia estão bombando. É melhor nem perguntar aos organizadores de tais “eventos” sobre os protocolos aplicados.
Mais uma vez feiras e eventos estão sendo ignorados, se não menosprezados.
A que ou a quem nos apegar? Como ter esperanças e acreditar que iremos sobreviver?
Não tem como não ficar com vergonha quando parceiros e amigos do ramo de outros países, principalmente os europeus, me perguntam que suporte temos tido dos nossos governantes. Roxa de vergonha e querendo me transformar em avestruz, tenho que dizer que estamos abandonados à própria sorte.
Corremos um monte para colocar a casa em ordem com protocolos rígidos, investimos os escassos recursos que temos para adequar empresas, equipe e locais de eventos para que expositores, prestadores de serviço e visitantes estejam e se sintam seguros.
O calendário de feiras de 2020 foi se desfazendo como jogo Tetris. Fechamos o ano nos despedindo de empresas organizadoras que apostaram no Brasil e agora partiram. Iniciamos o ano dando adeus a uma montadora de carro que muito acreditou em eventos.
Como a Malu Sevieri da Emme Brasil diz em seu texto: é inviável permanecermos estagnados, sem perspectivas.
Até vemos algumas tentativas de chamar a atenção dos governantes em nossa direção, mas ainda é insuficiente.
Juro que tento ser positiva, mas como, se quem deveria nos mostrar a luz no fim do túnel só lava as mãos e ainda diz: “Tome que o filho é teu”?
