Início Eventos Sociais, Esportivos e Corporativos Luta contra a mediocridade empresarial em tempos de intelecto artificial!

Luta contra a mediocridade empresarial em tempos de intelecto artificial!

POR MARCUS QUINTANILHA FILHO

Tenho visto – e imagino que você também – dezenas de imagens parcialmente idênticas. Todas elas vindo de alguma IA que cria sua arte. Vejo também padrões de promoções tão mal feitas e pensadas que já desenham o prazo de vida da empresa.

Estamos num momento de transição no qual as pessoas, líderes ou não, precisam ter um pouco de bom senso. Não só o senso comum, mas aquele olhar mais cuidadoso sobre sua estratégia, preço e promoção.

Um shopping que não muda de estratégia ano após ano, uma loja que faz as mesmas promoções e empresas de serviço que esperam estar sem clientes para soltar uma oferta de promoção: sempre com um design igual. Aqueles pasteurizados do IA.

Você percebe que não chamam sua atenção? Eu lhe faço uma pergunta: qual o último anúncio de Instagram que você lembra agora? E qual da copa do mundo? Percebe como a criatividade é que está ligada a lembrança?

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Pois bem! Já perceberam que todas as publicações seguem um padrão de IA que começa assim: “Não porque (…), mas por (…)”, isso é uma característica da forma de escrita das IAs mais utilizadas.

Também estamos falando de uma inundação disso. Eu tenho sido conselheiro de grandes empresas justamente para que essa modernização medíocre não contamine as empresas, destruindo-as.

Esse alerta serve não somente para o mercado de eventos, mas principalmente para esse, escravo de dancinhas e trends. Existe uma tendência já instalada disso tudo e justamente tenho lutado contra isso.

O cantor não está focado em aperfeiçoar seu modelo musical, ele quer ter seguidores. Os produtores estão também fazendo contagem de seguidores no Instagram. Isso tudo é um começo do fim.

Quais os últimos “hits” musicais permanentes? Qual o estilo musical do momento? Percebem como existe uma zona estéril criativa?

Se esse artigo fosse criado por uma IA, eu diria: “Não porque perderam a criatividade, mas porque o mercado cobra isso. E isso tem muito mais valor”. Parece com algum carrossel que viram no Instagram?

É a mediocridade da sociedade que não quer ter trabalho em pensar e escrever, e isso já é uma falência, a estrutural.

Cabe a resistência, diante do caos, de revelar e alertar os líderes para esse momento. Pensem fora da caixa, só não façam a pergunta para uma artificial inteligência. Busque o intelecto humano.

Ele nem sempre vai dizer o que você deseja – como eu faço – mas estará próximo de acertar um caminho que ninguém pensou para seu sucesso.

*Marcus Quintanilha Filho é empresário e economista.

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