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Presidente do BNDES apresentou sua visão para o desenvolvimento do país em evento do LIDE

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Na tarde da última quinta-feira (08/03), o LIDE – Grupo de Líderes Empresariais reuniu empresários, imprensa e autoridades políticas para o primeiro Almoço-Debate do ano. O evento teve como expositor o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), Paulo Rabello de Castro.

Rabello começou sua exposição detalhando a escolha do tema do encontro, Visão Brasil 2035: O Desenvolvimento do País.  A inspiração é um plano de desenvolvimento que está sendo implantado pelo Banco de Desenvolvimento da China em três etapas, com ações previstas pelas próximas décadas. No caso do Brasil, o BNDES acaba de finalizar o planejamento estratégico para tornar o Brasil um uma nação desenvolvida até 2035. “Será possível, vocês se perguntam. É matematicamente possível e calculamos isso”, apontou. “Seríamos um país medianamente desenvolvido em termos de renda se aumentarmos o IDH de 0,75 para 0,86, elevando a renda de US$ 14 mil para US$ 25 mil (PPP). O objetivo é ficar, em termos de renda, entre Portugal e Grécia”.

O economista alertou, entretanto, que o desenvolvimento não pode ser tão volátil como foi nos últimos anos; é necessário que o crescimento de 3,2% ao ano tenha estabilidade. “Seria suficiente para causar inclusive os impactos regionais desejáveis em termos de redução expressiva das desigualdades”, complementa. Os impactos regionais dessa visão estratégica seriam a diminuição da desigualdade regional, ampliação da estrutura produtiva e expansão expressiva das infraestruturas.

O desenvolvimento se daria em três eixos principais: competição, estruturação e distribuição de renda. Tornar todos os segmentos mais competitivos e estruturados vai possibilitar que as riquezas sejam mais compartilhadas. “É preciso sonhar com Brasil de transformação. Na segurança, saúde, sem deixar ninguém para trás. Para um desenvolvimento pleno a chave é focar em segurança, emprego e investimento. A média de investimentos internos hoje é de 15,7 %. Vamos buscar que chegue a 25% até 2035”, acrescenta Rabello.

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A conclusão de Rabello lembrou os três ‘P’s que baseiam a prosperidade. Sobre o primeiro deles, poupança, o economista afirmou que o brasileiro ainda tem dificuldades para poupar e é preciso haver uma revisão do conceito geral de poupança. A propriedade é o segundo. “Queremos a maior revolução de inclusão de todos os tempos. Quando falamos em propriedade, isso abrange em todos os âmbitos: de conhecimento, ainda mais importante e a mobiliária”. Por fim, participação “Em todos os níveis. Financeira, mas política, nos nossos destinos. Esse conjunto é essencial”, complementou o presidente do BNDES. Finalizando sua fala, o economista apontou as quatro personalidades históricas que o inspiram: José Bonifácio de Andrada e Silva, Ruy Barbosa, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.

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