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Satélites ganham espaço na programação do Futurecom 2026

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Os satélites estão assumindo um papel cada vez mais relevante na infraestrutura de telecomunicações brasileira, e essa transformação estará no centro de uma série de debates durante o Futurecom 2026.

A programação deste ano amplia a presença da tecnologia espacial e coloca em discussão temas como conexão direta entre celulares e satélites, redes multiorbitais, soberania digital e utilização de dados espaciais.

O Futurecom 2026 será realizado de 6 a 8 de outubro, no São Paulo Expo, e reunirá representantes de empresas, órgãos públicos e instituições ligadas aos setores de telecomunicações e tecnologia.

Entre os assuntos que devem concentrar as atenções está o avanço do Direct-to-Device (D2D), tecnologia que permite a conexão direta de dispositivos móveis com satélites.

O modelo vem sendo desenvolvido por diferentes empresas e pode ampliar a cobertura de comunicação em regiões onde a infraestrutura terrestre é limitada ou inexistente.

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O tema será discutido no dia 6 de outubro, às 17h30, durante o painel “Direct-to-Device (D2D) – A Revolução da Conectividade Direta por Satélite ao Consumidor”.

A conversa abordará o funcionamento da tecnologia, questões relacionadas ao espectro, parcerias entre empresas e as perspectivas de desenvolvimento do mercado brasileiro.

Participam do painel Marcio Kanamaru, fundador e CEO da Future My Biz, responsável pela mediação, e Luiz Abud, vice-presidente comercial para América Latina e Caribe da AST SpaceMobile.

A utilização de satélites também será relacionada à soberania e à segurança das comunicações.

No dia 7, às 14h, o painel “Satélites, soberania digital e resiliência das comunicações críticas” discutirá a dependência de infraestruturas estratégicas, a diversidade das redes de comunicação e a capacidade de manter serviços essenciais durante situações de crise.

Juliano Stanzani, diretor do Ministério das Comunicações (MCom), e Sérgio Maia, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Telecomunicações por Satélite (Abrasat), participarão da discussão, mediada por Mauro Wajnberg, da Abrasat.

Ainda no dia 7, às 15h20, a programação volta-se para a integração entre diferentes tipos de infraestrutura espacial. O painel “Satélites: NTN, D2D, LEO, GEO e MEO” discutirá como redes terrestres e não terrestres podem trabalhar de forma complementar.

A agenda inclui as chamadas redes não terrestres (NTN), o D2D e aplicações de backhaul, além das diferenças e possibilidades de integração entre satélites de baixa órbita (LEO), média órbita (MEO) e órbita geoestacionária (GEO). Cobertura, qualidade de serviço, espectro e sustentabilidade orbital também estarão em pauta.

A sessão será mediada por Michelle Caldeira, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Telecomunicações por Satélite (SINDISAT), com participação de Sérgio dos Santos Chaves, Head of Retail Sales Brazil da Hispasat, e Rodrigo Campos, diretor-geral da Eutelsat Brasil.

A programação dedicada ao espaço também inclui aplicações que vão além da conectividade. No dia 8 de outubro, às 16h, o painel “Space Data” discutirá o uso de satélites como fonte de dados para diferentes atividades econômicas.

O debate abordará aplicações de informações espaciais em áreas como agronegócio, defesa civil e logística, além do desenvolvimento da participação brasileira nesse mercado.

Entre os participantes estão:

– Carlos Nazareth, diretor do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel); Thiago Rodrigues, diretor de Operações da Visiona Tecnologia Espacial;

– Adenilson Silva, coordenador-geral de Engenharia Espacial e vice-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

A expansão das constelações LEO e MEO vem contribuindo para ampliar as possibilidades de uso dos satélites nas telecomunicações.

Além de aumentar a cobertura, essas arquiteturas podem reduzir a latência das conexões e oferecer alternativas para tornar as redes mais resilientes.

Para Fernando D’Áscola, Head de Infra & Tech Business da Informa Markets, a combinação entre redes móveis e satélites representa uma mudança na forma como a conectividade pode ser distribuída pelo território brasileiro.

O Futurecom 2026 acontece simultaneamente ao Data Center World Brasil (DCW), evento internacional voltado a data centers e infraestrutura digital que estreia no país.

A programação será realizada entre os dias 6 e 8 de outubro, no São Paulo Expo. Os ingressos para visitação e para o congresso estão disponíveis em www.futurecom.com.br

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