A Semana Fashion Revolution 2026, principal campanha de mobilização da sociedade civil pela transformação da moda, acontece entre 22 e 28 de abril.
Com o tema “Fortalecer ecossistemas da moda”, a edição convida profissionais, estudantes, marcas e a sociedade civil a unir saberes, integrar iniciativas e atuar coletivamente em prol de mudanças estruturais no setor.
Em 2025, a campanha mobilizou cerca de 780 voluntários e promoveu mais de 730 ações em 90 cidades, alcançando mais de 23 mil pessoas em atividades presenciais e online, como oficinas, palestras, cine-debates e intervenções urbanas.
“Já existem inúmeras alternativas, o que nos falta é fortalecer e integrar o que já está em curso”, afirma Marina de Luca, coordenadora de mobilização do Fashion Revolution Brasil.
A programação de 2026 inclui ações presenciais e online, ampliando o acesso e o alcance do movimento. Entre os destaques estão ações como:
– Dia das Manualidades com mutirão de reparos nas ruas, intervenções urbanas que levam o debate sobre moda para o espaço público;
-Bandeira Coletiva de Retalhos, que simboliza a união de iniciativas por meio da construção colaborativa com resíduos têxteis.
As atividades incluem ainda oficinas, palestras, exibições, rodas de conversa e encontros formativos organizados por voluntários, instituições de ensino e coletivos locais em diversas cidades do país.
A proposta é ampliar o acesso, fortalecer redes territoriais e estimular a participação ativa da sociedade na construção de uma moda mais ética e sustentável.
De Norte a Sul do país, centenas de ações acontecerão em diversos espaços:
– No Paraná, a Universidade Estadual de Maringá promove a Oficina de Modelagem Zero Waste, mostrando como é possível criar peças aproveitando totalmente a matéria-prima e reduzindo desperdício.
– No Rio de Janeiro, o Desfile Revolucionário: raiz e futuro reúne designers e artistas de territórios sub-representados, com a participação de modelos indígenas, reforçando diversidade e inclusão.
– No Amazonas, em Parintins, o Kwati Club realiza o painel coletivo “Mãos que fazem a moda existir” e a exposição “Retalhos da Cultura”, valorizando o saber artesanal local e transformando resíduos têxteis em arte autoral.
– Em Goiás, o Ponto de Cultura Café com Arte promove a roda de conversa “Trabalho digno na cultura e justiça climática”, discutindo condições de trabalho de mulheres negras no setor da moda e conectando debates sobre ética e sustentabilidade.
Para conferir a programação completa, acesse: www.fashionrevolutionbrasil.org/eventos-semana-fashion-revolution
PARCERIA COM O ITAÚ CULTURAL PLAY E LAURA ARTIGAS
Na programação da Semana, a mostra “Histórias audiovisuais da moda brasileira: outras estórias” está disponível gratuitamente na plataforma Itaú Cultural Play e também em sessões presenciais com cine-debates.
Entre os destaques está “Sulanca” (1986), gravado há quase 40 anos em Santa Cruz do Capibaribe (PE), que evidencia o protagonismo feminino na economia têxtil local, e a diretora Katia Mesel participa de palestras em São Paulo, conectando o público às narrativas e ampliando o alcance das discussões sobre moda, cultura e ativismo.
SERVIÇO:
Quando: 22 a 28 de abril de 2026
Programação: www.fashionrevolutionbrasil.org/eventos-semana-fashion-revolution













