O setor de eventos de cultura e entretenimento continua registrando resultados expressivos em 2025. É o que aponta a mais recente edição do Radar Econômico.
O boletim, elaborado pela Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), indica que o consumo no setor atingiu R$ 68 bilhões entre janeiro e junho, o maior valor da série histórica, iniciada em janeiro de 2019.
A estimativa de consumo tem como base a ponderação do item Recreação no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado mensalmente pelo IBGE, associada à massa de rendimento real de todos os trabalhadores com 14 anos ou mais de idade, conforme a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).
Só em junho de 2025, o consumo estimado foi de R$ 11,515 bilhões. Comparado ao mesmo período de 2024, o crescimento acumulado no primeiro semestre é de 3,4%.
“É uma demonstração clara do potencial do entretenimento como motor econômico e social”, afirma Doreni Caramori Júnior, empresário e presidente da ABRAPE.
“O consumo no setor de eventos já ultrapassa marcas históricas, o que mostra que não estamos apenas recuperando o que foi perdido na pandemia, mas alcançando um novo patamar”, completa.
Além do consumo recorde, o setor também se destaca como um líder na geração de empregos formais.
Os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), compilados no boletim da ABRAPE, mostram que o estoque de empregos (total de vagas disponíveis em um mercado de trabalho) no core business do setor está 76,3% acima dos níveis de 2019, comparado a 21,9% de crescimento da média nacional no mesmo período.
A atividade classificada como “Atividades de organização de eventos”, por exemplo, apresentou um salto expressivo:
– O número de trabalhadores formais passou de 47.262 em 2019 para 109.025 em 2025, o que representa um aumento de 130,7%
No chamado hub setorial, que abrange 52 atividades impactadas pelo setor de eventos, o crescimento também é consistente: o estoque de empregos em junho de 2025 está 21,6% acima dos
O Radar Econômico da ABRAPE utiliza dados oficiais do IBGE, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Receita Federal para monitorar o desempenho do setor de eventos no Brasil, com foco em indicadores de consumo, emprego e atividade econômica.













