Início Eventos Sociais, Esportivos e Corporativos Tendências para 2026 apontam virada emocional no mercado de eventos

Tendências para 2026 apontam virada emocional no mercado de eventos

O setor de eventos corporativos caminha para 2026 com uma mudança clara de orientação: mais do que reunir pessoas, será preciso mobilizá-las emocionalmente.

Em um cenário de transformações aceleradas, hiperconexão e expectativas crescentes, cresce a demanda por vivências capazes de gerar significado — e não apenas ocupação de agenda.

A análise é de Meire Medeiros, CEO e fundadora do Grupo MM Eventos, que vê o próximo ciclo como um divisor de águas para o mercado.

Para ela, o público de hoje chega aos eventos saturado de estímulos e em busca de algo raro: verdade emocional.

“Vivemos um momento de excesso: de informação, de velocidade, de cobranças. As pessoas querem sentir algo real. Quando um evento consegue provocar isso, ele cria um ponto de virada — e é aí que existe valor”, afirma.

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TECNOLOGIA QUE APROXIMA, NÃO DISTRAI

Um dos movimentos mais marcantes para 2026 é a reconciliação entre tecnologia e emoção. O setor abandona a lógica da tecnologia como espetáculo e passa a usá-la como ferramenta de aprofundamento narrativo, segundo Meire.

“Tecnologia não é sobre brilhar. É sobre aproximar. É sobre fazer alguém se perceber dentro da história que a marca quer contar. Sem sensibilidade, não há impacto — por mais avançado que seja o recurso”, explica.

MÉTRICAS MAIS HUMANAS ENTRAM NO RADAR

A executiva observa outra mudança significativa: a busca por formas de mensurar o que antes era subjetivo.

Além de indicadores tradicionais, como fluxo, engajamento e mapas de calor, cresce o interesse por métricas que registrem reação emocional, como permanência voluntária, expressões espontâneas, memórias geradas e impacto pós-evento.

“O ROI que importa é o que a pessoa leva quando vai embora. Os números importam, claro, mas eles só fazem sentido quando confirmam algo maior: que a experiência tocou alguém”, ressalta.

AMBIENTES QUE CONTAM HISTÓRIAS

Com a mudança de mentalidade, a concepção de ambientação também passa por revisão. Estruturas grandiosas perdem espaço para propostas sensoriais pensadas para despertar emoções e construir narrativa.

“Um evento pode ser enorme ou pequeno. O que importa é a intenção. Luz, cheiro, temperatura, som, acolhimento — são esses detalhes que viram memória. E memória é o maior ativo de um evento”, diz a CEO.

SUSTENTABILIDADE DEIXA DE SER PROTOCOLO

A pressão por responsabilidade ambiental se intensifica e torna-se critério central na contratação de fornecedores.

O público e as empresas demandam práticas transparentes, desde o reuso de materiais e eficiência energética até a coerência entre briefing, execução e pagamentos.

“Sustentabilidade não é acessório. É compromisso. Os clientes passaram a olhar isso com a mesma seriedade com que avaliam criatividade e orçamento”, reforça Meire.

DO GIGANTISMO AO PROPÓSITO

Para 2026, a expectativa é que os grandes projetos continuem se transformando. O tamanho deixa de ser símbolo de sucesso, cedendo espaço para experiências mais profundas, conectadas a propósito e autenticidade.

“A grandiosidade mudou de forma. A beleza não está mais na altura da estrutura, mas na presença do público. Está na coragem de criar algo honesto. Quando existe verdade, a experiência se transforma — e transforma quem vive”, conclui.

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