Com uma área de 22 mil metros quadrados e capacidade para abrigar grandes espetáculos, o The Forest Convention Center é a mais nova aposta para consolidar Camboriú e o litoral catarinense na rota dos grandes eventos corporativos do Brasil.
O complexo, que já começou a operar com eventos-piloto em 2026, foca em um conceito de arquitetura biofílica, integrando os espaços de negócios à natureza local.
Administrado pelo Grupo Sevenplace, o espaço foi desenhado para fugir da rigidez dos pavilhões tradicionais. Além de uma arena que comporta até 17 mil pessoas, a estrutura oferece sete ambientes modulares de até 440 metros quadrados cada.
O formato permite que o local sedie desde encontros e reuniões fechadas até congressos e feiras internacionais.
A meta da administração é agressiva. Após a fase de testes e validação de formatos que ocorre este ano, a projeção é encerrar a agenda de 2027 com mais de 340 eventos realizados e um público circulante de 800 mil pessoas.
“O The Forest nasce para contribuir com a consolidação de Camboriú e de Santa Catarina como referências no turismo de negócios, fortalecendo uma economia ativa durante os 12 meses do ano”, afirma Eduardo Philipps, CEO do complexo e vice-presidente de Relacionamento com Eventos do Balneário Camboriú (BC) Convention & Visitors Bureau.
O FIM DA SAZONALIDADE NO LITORAL
A abertura do centro de convenções reflete uma mudança estrutural na economia da Costa Verde & Mar, que historicamente dependia da alta temporada de verão.
Hoje, o mercado MICE (sigla internacional para o turismo de Reuniões, Incentivos, Conferências e Exposições) dita um novo ritmo financeiro na região.
Apenas em Balneário Camboriú, o turismo de negócios atraiu mais de 290 mil visitantes em 2025, movimentando cerca de R$ 189 milhões.
O calendário de eventos tem registrado um crescimento tão acelerado que o BC Convention projeta um salto de 30% no número de encontros e de público para 2026.
Cristine Fabbris, especialista em gestão de espaços de eventos, aponta que o setor corporativo rompeu de vez a barreira da sazonalidade.
“O calendário de congressos busca garantir um fluxo contínuo de visitantes, o que estabiliza a ocupação hoteleira e fortalece toda a cadeia de serviços. Esse perfil mais exigente do turista puxa investimentos pesados em infraestrutura”, avalia.
O impacto se espalha muito além dos portões do centro de convenções. Estudos da Universidade de São Paulo (USP) conduzidos pela pesquisadora Mariana Aldrighi mostram que o turismo de negócios aciona 52 setores da economia e atinge 571 atividades diferentes, com um gasto médio superior ao do turista de lazer.
Para o presidente do BC Convention, Robinsom Fernando Soares, cada congresso ou feira captada aciona um motor financeiro imediato para as cidades-sede. “Movimenta uma cadeia que envolve hotéis, restaurantes, transportadoras, comércio e fornecedores. Além de gerar receita, os eventos fortalecem a imagem do destino e estimulam novos aportes financeiros”, conclui.













