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Tomorrowland amplia negócios para além dos festivais e aposta em novas propriedades e marcas

O Tomorrowland está ampliando seu modelo de negócios para além dos festivais de música. A estratégia da marca belga passa pela criação de novas propriedades, experiências, conteúdos, produtos licenciados, viagens, tecnologia e iniciativas de wellness, em…

Tomorrowland amplia negócios para além dos festivais e aposta em novas propriedades e marcas

O Tomorrowland está ampliando seu modelo de negócios para além dos festivais de música. A estratégia da marca belga passa pela criação de novas propriedades, experiências, conteúdos, produtos licenciados, viagens, tecnologia e iniciativas de wellness, em um movimento que também aumenta o espaço disponível para marcas parceiras.

A expansão acompanha os resultados da WEAREONE.world, grupo responsável pelo Tomorrowland e outras iniciativas do portfólio, que registrou €305,7 milhões em receita consolidada em 2025.

A lógica é transformar a audiência construída pelos festivais em uma comunidade com diferentes pontos de contato ao longo do ano.

Com isso, a relação entre marcas e público deixa de estar concentrada exclusivamente na experiência presencial e passa a envolver conteúdo, plataformas digitais, viagens, produtos e novas experiências.

AUDIÊNCIA DIGITAL AMPLIA ALCANCE

Um dos principais pilares dessa estratégia é o ambiente digital. Em 2025, a transmissão oficial do Tomorrowland no TikTok alcançou mais de 74 milhões de espectadores únicos, quase cinco vezes o recorde registrado em 2023, de 16 milhões.

No mesmo período, conteúdos relacionados à hashtag #Tomorrowland somaram 2,4 bilhões de visualizações em duas semanas, enquanto o perfil oficial da marca ultrapassou 9,2 milhões de seguidores.

A audiência digital também permite que o relacionamento com a marca continue depois do encerramento dos festivais. Transmissões, bastidores, conteúdos sobre artistas e experiências digitais passam a funcionar como extensões das propriedades físicas.

O Roblox é um dos exemplos dessa estratégia. A plataforma leva elementos do universo do Tomorrowland para um ambiente virtual, criando novas possibilidades de interação e também oportunidades para projetos direcionados a públicos mais jovens.

NOVAS PROPRIEDADES ENTRAM NO PORTFÓLIO

O movimento não está restrito ao ambiente digital. O ecossistema do Tomorrowland já inclui propriedades como o Tomorrowland Winter, operações de viagem do Global Journey, projetos de conteúdo e iniciativas relacionadas a entretenimento, tecnologia e lifestyle.

A expansão internacional também avança para mercados como Tailândia, Estados Unidos e China, ampliando a possibilidade de projetos conectados entre diferentes países.

Outra frente é o ZONE 6, propriedade que combina os códigos do Tomorrowland com o universo da corrida. Em agosto de 2026, o ZONE 6 Run & Rave, realizado na França, reuniu uma corrida social de 5 km e música eletrônica em uma experiência urbana.

A iniciativa mostra como a marca vem levando sua identidade para territórios que vão além da música e podem atrair empresas interessadas em esporte, movimento, tecnologia, viagens, moda, beleza, hospitalidade e bem-estar.

WELLNESS GANHA ESPAÇO

O wellness é outra frente que vem ganhando espaço na estratégia. Em 2026, o Tomorrowland e a Grown Alchemist lançaram o Reset Your Rhythm, projeto que combina produtos cocriados, experiências de wellness, ativações e conteúdo.

A proposta amplia o papel dos patrocinadores dentro do ecossistema. Em vez de apenas ocupar um espaço de exposição durante o festival, as empresas podem participar da criação de experiências relacionadas aos interesses da comunidade.

A mesma tendência aparece no Wellbeing Package, integrado ao Global Journey 2026, que combina hospedagem, ingresso para o festival e atividades como yoga e boxe.

No DreamVille, a academia da Adidas em parceria com a Les Mills oferece treinos, aulas coletivas, boxe e aluguel de equipamentos esportivos.

BRASIL INTEGRA ESTRATÉGIA GLOBAL

No Brasil, o Tomorrowland é realizado pela WEAREONE.world em parceria com a DC Set Group. A próxima edição está marcada para 30 de abril a 2 de maio de 2027, no Parque Maeda, em Itu (SP), dentro da narrativa global Consciencia.

Para a edição de 2027, já estão confirmadas como parceiras Budweiser, Bybit, Beats, Pernod Ricard (Absolut), Red Bull, Old Spice, Pague Menos, MSD e Lotus Biscoff.

O grupo reúne marcas globais, presentes em diferentes edições do Tomorrowland, e parceiros voltados ao mercado brasileiro.

As ativações podem envolver palcos, experiências, conteúdo, benefícios e outras ações ao longo da jornada do público.

A Bybit, por exemplo, iniciou a contagem regressiva para a próxima edição com o Portal do Amanhã by Bybit, realizado em maio, em São Paulo. A empresa também integra a jornada de ingressos e benefícios para seus usuários.

Já a Budweiser mantém sua associação com a música por meio da Freedom Stage, presente nas edições da Bélgica e do Brasil.

O festival brasileiro reúne participantes de mais de 100 nacionalidades, com brasileiros provenientes dos 26 estados e do Distrito Federal e de mais de 1.300 cidades.

Algumas das novas frentes do Tomorrowland também já chegaram ao país. Em 2025, o evento realizou sua primeira corrida no DreamVille, antes da abertura dos palcos, enquanto o The Balance Yard reuniu yoga e outras atividades relacionadas ao bem-estar.

DE EVENTO A ECOSSISTEMA

A expansão mostra uma mudança na forma como o Tomorrowland trabalha sua principal propriedade.

O festival continua sendo o ponto central da marca, mas passa a funcionar também como porta de entrada para uma série de experiências e conteúdos que podem ser consumidos ao longo do ano.

Para as empresas, o modelo amplia as possibilidades de associação. Além do patrocínio tradicional, entram em cena projetos de conteúdo, experiências proprietárias, produtos, plataformas digitais e ativações relacionadas a diferentes interesses da comunidade.

No Brasil, esse movimento ganha relevância à medida que o Tomorrowland amplia sua presença e conecta a edição de Itu a uma estratégia internacional.

A combinação entre evento presencial, audiência digital e novas propriedades transforma o festival em uma plataforma que pode oferecer às marcas diferentes formas de relacionamento com o público, antes, durante e depois do evento.

Autor

Luis Orsolon

Jornalista formado pela PUC-SP, Editor do Portal Radar e da Radar Magazine. Há 13 anos apaixonado pelo setor de feiras e eventos.

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