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UFI aponta 5 tendências para acompanhar no setor de feiras em 2026

À medida que a indústria global de feiras, exposições e eventos de negócios avança para 2026, cinco grandes tendências passam a orientar decisões estratégicas, investimentos e modelos de operação em todo o mundo.

Apesar do avanço acelerado da tecnologia e da inteligência artificial, um fator permanece insubstituível: a conexão humana.

O contato presencial segue sendo o principal elemento de construção de confiança, geração de negócios e troca de conhecimento — algo que nenhuma solução digital conseguiu replicar plenamente.

Ao mesmo tempo, cresce a demanda por experiências mais profundas, personalizadas e memoráveis. Sustentabilidade deixa de ser diferencial e passa a ser critério central de decisão.

E, em um cenário de instabilidade geopolítica e econômica, resiliência, eficiência e retorno sobre investimento (ROI) se tornam prioridades absolutas para organizadores, expositores e destinos.

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Confira as cinco principais tendências que moldarão o setor em 2026 na visão da UFI – The Global Association of the Exhibition Industry:

1. Conexão humana e confiança

Mesmo com a digitalização crescente e a entrada de novas gerações no mercado de trabalho, o setor de eventos continua sendo impulsionado por pessoas — por talentos, relacionamentos e, sobretudo, pela confiança construída presencialmente.

Em um mundo marcado por incertezas políticas, excesso de estímulos digitais e automação, o encontro face a face se consolida como ativo estratégico.

É ele que sustenta parcerias, acordos comerciais, compartilhamento de conhecimento e desenvolvimento de comunidades profissionais.

A tendência reforça o valor dos eventos como espaços insubstituíveis de interação real.

2. A incerteza virou regra

O que antes era tratado como exceção agora se tornou rotina. Volatilidade econômica, tensões geopolíticas e fragilidade das cadeias de suprimentos passaram a fazer parte do planejamento cotidiano do setor.

Organizações estão sendo forçadas a adotar modelos mais ágeis, resilientes e colaborativos, com maior integração entre promotores, cidades-sede, destinos turísticos e fornecedores.

Com custos em alta, cresce a necessidade de formatos flexíveis que garantam entrega de valor mesmo em cenários instáveis.

3. Experiências e engajamento ampliado

Participantes e expositores não querem apenas eventos bem organizados — eles buscam experiências completas, imersivas e personalizadas.

O ciclo do evento se estende: começa na expectativa antes da feira, passa por experiências envolventes no local e continua na formação de comunidades após o encerramento.

Para justificar custos mais elevados, organizadores investem em parcerias com negócios locais, instituições culturais e autoridades públicas, ampliando o impacto social, econômico e simbólico dos eventos nas cidades anfitriãs.

4. Tecnologia, IA e dados como alicerces

Plataformas digitais, inteligência artificial e análise de dados estão cada vez mais integradas à operação do setor, trazendo ganhos de eficiência e permitindo decisões mais inteligentes.

Há uma tendência clara de consolidação de sistemas, com organizadores, venues e fornecedores de tecnologia colaborando para criar soluções integradas e jornadas mais fluidas para o público.

Mais do que suporte operacional, a tecnologia passa a ser ferramenta estratégica para personalização, aumento de produtividade e comprovação de retorno sobre investimento.

5. Sustentabilidade como prioridade central

Sustentabilidade deixa de ser discurso e se consolida como critério estruturante de decisões corporativas e operacionais.

Desde a escolha de destinos e fornecedores até o formato dos eventos, o impacto ambiental passa a ser considerado lado a lado com o valor comercial.

Redução de emissões, mensuração de impactos e práticas responsáveis ganham espaço nos conselhos administrativos e no planejamento de longo prazo.

A tendência exige parcerias sólidas em toda a cadeia do setor para garantir transformações efetivas e duradouras.

Um novo ciclo para o setor

O ano de 2026 marca a consolidação de um novo ciclo na indústria global de eventos: mais humano, mais tecnológico, mais consciente e mais estratégico.

Em um cenário de custos crescentes e incertezas globais, entregar valor real, mensurável e sustentável deixa de ser opção e passa a ser condição de sobrevivência

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