POR FELIPE “FLORIPA” GUEDES
Os eventos, com mais de 75% do seu volume parado a mais de 1 ano (mais de 400 dias) estão sendo liberados gradativamente pelos estados. Tudo com uso de protocolos, regras de execução e o máximo necessário para garantir mínimo de risco de COVID. São Paulo flexibilizou consideravelmente suas medidas e o mercado está aquecendo aos poucos.
Feiras de negócios com suas datas confirmadas para este ainda este ano, e assim os players na corrida por um espaço executando estandes, ações e ativações nas feiras, cavando projetos presenciais diferenciados para os seus clientes e, claro, buscando novos clientes e empresas dispostas a iniciarem movimentações de forma presencial e com segurança.
O mercado precisa disso. Sabemos o quanto o presencial, o físico, é mais eficaz e produtivo para o marketing e as relações O mercado sabe e os clientes têm total ciência.
E então, quando os pontos vão se encaixando e tomando o seu rumo, entrando no eixo e mostrando sinais de retomada, firme e otimista, chega a Delta, a variante que volta a assustar e trazer preocupações, colocando o pé atrás novamente. Na última semana (entre os dias 18 e 20 de Agosto) Feiras de negócios de renome no país e com grande relevância – principalmente para o calendário 2021-, voltaram a ser canceladas, inclusive algumas sem prever uma nova data. Todas justificando a preocupação de seus promotores em relação a esta nova variante.
Festas de réveillon confirmadas, ingressos e pacotes esgotados, Fórmula 1 com 100% de público confirmada, virada do ano de SP confirmada, inclusive o carnaval 2022 em fase de confirmação formal. Me pergunto. Qual o formato de análise que se faz onde eventos como esses se confirmam e feiras voltam a ser fechadas e canceladas?!?
Assim como converso com players do mercado de eventos sociais (casamentos, aniversários e etc. ), fica mais do que claro a diferença entre eventos realizados onde se envolvam somente “CPFs, onde as pessoas respondem pelas suas decisões sem envolver empresas, e eventos corporativos em que as empresas tem total responsabilidade com seus convidados, contratados e parceiros presentes.
Precisamos da colaboração das entidades de governo, organizações e, inclusive, o fortalecimento dos players em mostrar que podemos executar os projetos com segurança. Esse desafio pode ser conquistado, mas a quatro mãos e com união. Acredito que só assim voltamos com força.
“Sai ou não sai, vai ou não vai?” Qual a fórmula para o mercado trabalhar com projetos presenciais Híbridos – porque já sabemos que o híbrido, minimamente, não vai mais sair das nossas execuções – com a incerteza do atual momento? O que pode ser feito que gere certa tranquilidade e equilíbrio ao contratante e segurança ao contratado?
Um projeto de estande tem custos relativamente altos e, além disso, profissionais que mais uma vez contavam com seus cachês e remunerações estão novamente se vendo cancelando seus “Jobs” e revendo o seu recebimento do mês. Esse movimento gera, sem dúvida, alguma uma “volta pra trás” novamente.
“Sair da caixinha” como temos discutido e ouvido falar a quase um ano é o caminho, trazer acima de tudo o lado humano da marca, engajar as redes a entenderem o propósito embarcado naquela logo, ativar o máximo de participação dos colaboradores em ações Low profile. Acredito que estes estejam entre os caminhos mais eficazes.
Menos tecnologia, mais pertencimento? Mais natureza e ar livre, menos caixas pretas e máquinas?
Melhores caminhos, mas que devem ser estudados arduamente para serem feitos da maneira correta, levando em consideração todos os pontos de saúde. Mas sim, esses caminhos podem nos levar a retornarmos mais criativos, mais fortes e gerando mais resultados aos nossos contratantes. Marcas que evoluíram e precisam mostrar toda essa mudança todo esse movimento de mindset.
Que sigamos criando, repensando, dando voltas, surpreendendo e nos surpreendendo.
Boa sorte a quem acredita na evolução do marketing como nós onde a intensidade fala mais alto.
*Felipe “Floripa” Guedes é diretor geral da Intensitá Agência
