Com cerca de 100 projetos por ano, a empresa brasileira Kathyana Garcia Design de Eventos tem apostado em estruturas aéreas como estratégia para ampliar o impacto visual de grandes produções sem comprometer a circulação do público.
A solução, mais comum em montagens de teatro e entretenimento, vem sendo incorporada ao mercado de eventos como resposta aos desafios de espaços cada vez mais disputados e públicos maiores.
A empresa, fundada em 2021, atua hoje em diferentes regiões do país e iniciou um processo de expansão internacional, com articulações em mercados como México, Portugal e Espanha.
Segundo Kathyana Garcia, fundadora da empresa, o uso do espaço aéreo passou a ser pensado desde o início do projeto, e não apenas como um complemento cenográfico.
“Quando a festa enche, você deixa de ver o que está abaixo da linha do olhar. O aéreo entra para devolver esse impacto, sem atrapalhar a circulação”, afirma.
A estratégia também altera a lógica de distribuição dos investimentos. Em vez de concentrar recursos em estruturas instaladas no chão — que podem perder visibilidade à medida que o evento lota — parte do orçamento é direcionada para elementos suspensos, que permanecem em destaque independentemente da ocupação do espaço.
A proposta tem impacto direto na operação dos eventos. De acordo com a empresa, o desenho dos ambientes considera desde o início fatores como fluxo de pessoas, posicionamento de mesas, formação de filas, iluminação e integração técnica entre fornecedores.
“Um bar pode ser bem desenhado, mas se forma fila, a experiência já foi comprometida. O mesmo acontece quando o espaço fica congestionado ou mal distribuído. O projeto deixa de ocupar espaço e passa a organizar o espaço”, diz Kathyana.
Com origem no segmento de formaturas, a empresa ampliou sua atuação para eventos corporativos, sociais e ativações de marca, mantendo foco em projetos de médio e grande porte. As formaturas seguem como principal frente do negócio, com produções que partem de R$ 200 mil.
Em eventos de maior escala, que podem reunir até 2 mil pessoas, a operação mobiliza entre 60 e 120 profissionais apenas na etapa de montagem.
Atualmente, a empresa trabalha com uma equipe interna de cerca de 13 pessoas e uma rede de parceiros distribuída por diferentes regiões do país.
A expansão da operação também evidenciou gargalos recorrentes do setor, especialmente relacionados à informalidade e à capacitação técnica de profissionais freelancers.
A partir desse diagnóstico, a empresa criou a KG Academy, braço voltado à formação profissional por meio de cursos e workshops baseados na metodologia aplicada nos projetos.
“A gente percebeu que muitos dos desafios não estavam no conceito, mas na execução. Isso passa por formação”, afirma a empresária.
Nos próximos três anos, a expectativa da empresa é ampliar sua presença internacional mantendo o modelo baseado em planejamento técnico, execução operacional e parcerias locais.
