Um estudo da The Data Appeal Company, parte do Almawave Group, revelou que os eventos esportivos no Reino Unido não apenas mobilizam multidões, mas também geram os maiores impactos econômicos no setor de lazer e turismo.
Entre abril e outubro de 2025, as competições esportivas movimentaram £2,2 bilhões, superando festivais, exposições e conferências, e reafirmando o Reino Unido como um dos principais polos globais de turismo esportivo.
O grande destaque foi o Wimbledon Tennis Championships, que sozinho gerou £224,8 milhões em receita — o maior valor entre todos os eventos analisados no período.
Mesmo com uma audiência de pouco mais de 526 mil pessoas, a média de gasto por visitante alcançou £427, impulsionada fortemente pelos pacotes de hospitalidade premium, responsáveis por impressionantes £155,3 milhões do total arrecadado.
Na segunda posição, o British Grand Prix registrou um faturamento de £188,6 milhões, também com alta concentração de receitas em hospitalidade de luxo (£143,6 milhões).
O exclusivo Gemini Boat Race surpreendeu ao ocupar a terceira posição em volume de gastos, mesmo com público reduzido (250 mil pessoas), alcançando um gasto médio de £701 por pessoa, o maior entre todos os eventos, reforçando seu caráter elitizado.
TURISMO E ECONOMIA: O PESO DOS ESPORTES
De acordo com o estudo, o impacto dos eventos esportivos vai além dos valores diretos. As competições geram aumentos expressivos nas taxas de ocupação hoteleira, no consumo de alimentos e bebidas, e nos gastos com transporte.
Por exemplo, durante Wimbledon, a previsão de aumento no fluxo de turistas internacionais foi de +3 milhões de viajantes em relação a 2024, com destaque para o comportamento dos chamados “elite late-bookers” — turistas de alto poder aquisitivo que fazem reservas de última hora e buscam experiências exclusivas.
Além de Londres, outras regiões também se beneficiaram. A cidade de Birmingham, sede do British Grand Prix, teve sua malha aérea triplicada no dia da corrida, impulsionada inclusive por turistas dos EUA que aproveitaram a proximidade com o feriado de Independence Day.
Já o remoto condado de Derry, na Irlanda do Norte, experimentou uma inusitada alta nas buscas de voos durante o The Open Championship, comprovando que mesmo destinos afastados podem se beneficiar economicamente de grandes eventos esportivos.
FESTIVAIS LEVAM MULTIDÕES, MAS ESPORTES TRAZEM LUCRO
Embora festivais como o Notting Hill Carnival e o London Pride Parade atraiam milhões de visitantes — 3,5 milhões e 2 milhões, respectivamente — o gasto médio por participante é consideravelmente menor: £53 e £89, respectivamente.
Esses eventos, por serem gratuitos e de forte apelo cultural, atraem públicos mais diversos e locais, enquanto os esportes mobilizam turistas dispostos a altos investimentos.
O estudo também revelou que eventos esportivos proporcionam experiências mais longas e estruturadas, resultando em maior permanência dos visitantes nas cidades e maior circulação de recursos na economia local.
A The Data Appeal Company destaca que compreender os diferentes perfis de público e as dinâmicas de consumo é fundamental para que cidades e organizadores maximizem o potencial de cada evento. Entre as recomendações, estão:
- Investir em infraestrutura de hospitalidade premium para atrair visitantes de alto gasto.
- Desenvolver estratégias de mobilidade urbana para grandes fluxos de turistas.
- Estimular o turismo em cidades satélite, aproveitando o efeito de eventos de grande escala.
- Implementar práticas sustentáveis para minimizar os impactos ambientais desses eventos.
Fonte: Relatório “Wimbledon and Beyond: A Data Snapshot of UK Sports Events and Their Impact” – The Data Appeal Company, Almawave Group – https://datappeal.io/
