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Logística deixa o operacional e assume papel estratégico — e isso pauta a Intermodal

A Intermodal South America chega à 30ª edição, em abril, com mudanças que sinalizam uma virada no papel da logística dentro das empresas.

O evento, que acontece entre os dias 14 e 16 no Distrito Anhembi, em São Paulo, estreia um novo modelo para o Interlog Summit, apostando na integração entre conteúdo e negócios em meio a um cenário de transformação acelerada do setor.

A principal mudança está na forma como o conteúdo será consumido. Diferente dos anos anteriores, a programação do summit foi concentrada em uma faixa única do dia, das 11h às 16h, para permitir que executivos acompanhem os debates sem abrir mão da circulação pela feira — uma tentativa de resolver um problema recorrente em grandes eventos corporativos: a sobreposição de agendas.

Na prática, o novo formato também unifica iniciativas que antes operavam de forma mais independente.

O Congresso Intermodal Internacional passa a ser integrado à Conferência Nacional de Logística (CNL), organizada pela Associação Brasileira de Logística, criando uma agenda única com foco mais aplicado às decisões empresariais.

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A reformulação acompanha uma mudança mais ampla no setor. A logística, historicamente associada à eficiência operacional, vem assumindo papel estratégico nas empresas, influenciando decisões sobre tecnologia, sustentabilidade e redesenho de cadeias produtivas. É esse novo posicionamento que o evento tenta refletir.

A programação foi estruturada para dar conta dessa complexidade. Ao longo dos três dias, cerca de 100 palestrantes devem se dividir em quatro auditórios simultâneos, discutindo temas como inteligência artificial, digitalização da cadeia de suprimentos, integração entre modais, eficiência portuária e descarbonização do transporte.

Mas o debate não se limita à tecnologia. Questões estruturais também ganham espaço, como a escassez de mão de obra qualificada e os impactos de mudanças regulatórias — entre elas, a reforma tributária, que pode alterar fluxos logísticos e redesenhar estratégias de armazenagem no país.

O cenário internacional também entra na pauta. Em meio a tensões geopolíticas e à reorganização do comércio global, acordos como o firmado entre Mercosul e União Europeia aparecem como fator de pressão e oportunidade para operadores brasileiros, aumentando a complexidade das operações de comércio exterior.

Outro eixo que ganha força é a sustentabilidade. A pressão por redução de emissões tem acelerado discussões sobre eletrificação de frotas, uso de combustíveis alternativos e otimização de rotas — temas que já começam a influenciar investimentos e decisões operacionais.

Ao conectar essas discussões com a área de exposição, a Intermodal tenta reforçar seu posicionamento como mais do que uma feira setorial.

A proposta é funcionar como uma plataforma onde estratégia e execução se encontram — refletindo um momento em que a logística deixa de ser bastidor e passa a ocupar o centro das decisões de negócios.

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