A formação de novos profissionais será um dos pontos de atenção do 15º Congresso Internacional de Ar Condicionado, Refrigeração, Aquecimento e Ventilação (Mercofrio).
Realizado pela Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV), o evento acontece de 15 a 17 de setembro, no BarraShoppingSul.
O evento, que traz o tema “AVAC-R Inteligente: IA, Eficiência e Qualidade do Ar para um Planeta Sustentável”, terá atividades voltadas a engenheiros, projetistas, professores, acadêmicos, estudantes de graduação e pós-graduação, técnicos especialistas e profissionais do setor.
A proposta também dialoga com o momento vivido pelo segmento de Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado e Refrigeração (AVAC-R), marcado por transformações tecnológicas, exigências ambientais e necessidade crescente de capacitação.
Para o Conselheiro do ASHRAE South Brazil Chapter e membro da comissão organizadora do Mercofrio, Felipe Accorsi, o cenário atual abre uma janela importante para quem está ingressando na área.
Ele destaca que há demanda crescente por equipamentos de refrigeração para data centers, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial, além da busca por sistemas de climatização com menor impacto ambiental para edifícios comerciais e industriais.
“A transição para novos fluidos refrigerantes e a necessidade de sistemas mais eficientes ampliam a demanda por profissionais capazes de projetar, fabricar, instalar, operar e realizar a manutenção dessas novas soluções”, afirma Accorsi.
Segundo ele, os sistemas de ar-condicionado e refrigeração utilizam fluidos refrigerantes para transportar calor. Quando liberados na atmosfera, muitos desses fluidos apresentam elevado potencial de aquecimento global.
Por isso, a indústria vem migrando para novas alternativas, movimento que já avançou em países dos Estados Unidos e da Europa e que segue um cronograma mais longo no Brasil.
Essa mudança, no entanto, traz novos desafios técnicos, já que alguns fluidos substitutos apresentam inflamabilidade ou operam em pressões mais elevadas.
Outro ponto destacado é o domínio do inglês, cada vez mais importante para acessar normas, artigos, manuais de fabricantes e referências técnicas internacionais.
Para estudantes e recém-formados, a participação em iniciativas acadêmicas e entidades técnicas pode ser um caminho para ampliar repertório e criar conexões com o mercado.
“Mais do que conhecimento técnico específico, as empresas valorizam profissionais curiosos, disciplinados e com vontade de aprender continuamente”, explica.
“A capacidade de comunicação também é um diferencial importante, já que os projetos exigem interação com diversas áreas”, acrescenta o engenheiro Felipe Accorsi.
O Mercofrio 2026 também pretende fortalecer a integração entre universidades, entidades e empresas.
A programação deve reunir palestras técnicas, debates acadêmicos, estudos de caso, pesquisas e inovações aplicadas ao setor.
Para os participantes em início de carreira, esses espaços permitem contato com referências práticas, tendências de mercado e experiências que complementam a formação em sala de aula.
Mais informações sobre o Mercofrio 2026 podem ser obtidas no site www.mercofrio.com.br.
