A transformação digital vem ganhando protagonismo no setor de eventos brasileiro, impulsionando mudanças na forma como grandes experiências são planejadas, operadas e consumidas.
Em meio ao crescimento do mercado, empresas apostam cada vez mais em tecnologias capazes de otimizar processos, aumentar a segurança e oferecer jornadas mais fluidas ao público.
Segundo o Radar Econômico da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos, os gastos com entretenimento no Brasil alcançaram R$ 25,33 bilhões no primeiro bimestre de 2026, o maior valor da série histórica iniciada em 2019.
O cenário reforça a necessidade de modernização das operações para atender a um público mais conectado e exigente.
A expectativa é de que o setor movimente cerca de R$ 151,9 bilhões ao longo do ano e gere aproximadamente 143 mil empregos formais, impactando diretamente áreas como turismo, cultura e serviços.
Nesse contexto, a adoção de soluções digitais deixa de ser apenas diferencial competitivo e passa a ocupar papel estratégico na sustentabilidade e eficiência dos eventos.
“O desenvolvimento de novos processos e tecnologias amplia a capacidade de proporcionar experiências cada vez mais eficientes e atualizadas”, destaca Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply.
“O avanço reforça a importância de metodologias inteligentes, acompanhando inovações, e unindo segurança, personalização e performance como aliados estratégicos para gerar valor real aos negócios”, completa.
A digitalização começa já na compra de ingressos, com plataformas online integradas e certificadas, e se estende até o acesso aos eventos por meio de sistemas com biometria facial, câmeras inteligentes e sensores automatizados.
Além de aumentar a segurança, as ferramentas ajudam a combater fraudes e a reduzir a atuação de cambistas, oferecendo mais confiabilidade para organizadores e consumidores.
Outro impacto percebido está na experiência do público. Com processos automatizados e integração entre venda de ingressos e reconhecimento facial, os sistemas reduzem filas e tornam o acesso aos espaços mais rápido e organizado.
“A integração entre a venda de ingressos e o reconhecimento facial acrescenta uma camada importante de segurança e organização para eventos de grande porte”, reforça o executivo.
“É uma tecnologia que contribui para uma experiência mais fluida, desde a compra até o acesso ao espaço”, acrescenta. Dentro dos eventos, o avanço das operações cashless também consolida a digitalização do setor.
Ao substituir pagamentos em dinheiro por métodos digitais, organizadores conseguem acelerar atendimentos, diminuir filas e monitorar vendas em tempo real.
Integradas a plataformas inteligentes, essas soluções ainda permitem análises mais precisas sobre comportamento de consumo, preferências do público e desempenho operacional.
“Esse tipo de gestão favorece não só o público, mas também a empresa por trás do evento, que, por meio de controles internos, consegue entender as preferências do cliente, as melhorias a serem feitas e os números alcançados”, finaliza Tironi.
