Por que realizar eventos é tão importante? E, principalmente, como fazer com que eles se destaquem em meio a tantas ofertas e formatos?
A resposta pode estar na criação de experiências que realmente envolvam o público, não apenas de forma estética, mas emocional, sensorial e inclusiva.
Criar eventos que surpreendam, conectam e emocionam é uma meta comum entre marcas e produtores.
Mas como equilibrar a imersão com a acessibilidade, garantindo que todos possam vivenciar essas experiências de forma plena?
Essa é a pergunta que norteia um dos debates mais relevantes do setor de eventos atualmente e que tem sido encarado de frente por André Zavarize, CEO da ZAZ Produções e Studio.
Com mais de 20 anos de atuação no mercado e à frente de projetos que aliam tecnologia, design e impacto sensorial, Zavarize acredita que o futuro dos eventos está na intersecção entre criatividade e responsabilidade.
“Não basta encantar, é preciso incluir. A acessibilidade não pode ser um complemento, e sim um dos pilares do planejamento”, afirma.
Segundo o executivo, um dos principais obstáculos enfrentados por quem organiza eventos imersivos é o desconhecimento técnico sobre acessibilidade.
“Muitos profissionais ainda associam acessibilidade apenas à instalação de rampas ou à presença de intérpretes de Libras”, explica.
“Mas estamos falando de algo muito mais amplo, que envolve desde a comunicação visual até a experiência sonora e tátil”, completa o executivo.
Além disso, o orçamento e a logística também são fatores que costumam limitar a implementação de recursos inclusivos.
“Existe a ideia equivocada de que tornar um evento acessível significa encarecer muito a produção. Mas quando planejamos desde o início com esse foco, é possível encontrar soluções criativas e viáveis”, destaca.
Para viabilizar eventos realmente acessíveis, Zavarize compartilha algumas estratégias adotadas pela ZAZ Produções e Studio, como:
– Mapeamento de públicos e necessidades específicas, parcerias com consultores especializados;
– Uso de tecnologia a serviço da inclusão (como audiodescrição, aplicativos de navegação indoor, legendagem simultânea e realidade aumentada adaptada);
– Design sensorial que envolva diferentes sentidos (incluindo tato e olfato) e capacitação das equipes para atendimento acolhedor e respeitoso.
Para o CEO da ZAZ, o verdadeiro diferencial dos eventos imersivos está na capacidade de criar conexões reais, e isso só é possível quando ninguém fica de fora.
“Inovação e inclusão caminham juntas. Um evento só é memorável quando toca as pessoas em todos os níveis, independentemente de suas limitações. Esse é o tipo de experiência que buscamos entregar em cada projeto”, conclui.
