O lançamento oficial do III Dimensionamento do Setor de Eventos no Brasil (2024/2025) aconteceu durante o Salão do Turismo 2026, no Centro de Eventos do Ceará.
Participaram da cerimônia autoridades e representantes de entidades estratégicas para o desenvolvimento do turismo e dos eventos no Brasil.
O estudo foi conduzido pelo Sebrae Nacional, com execução técnica do Observatório da Indústria do Ceará (FIEC/SENAI Ceará), e contou com articulação das seguintes entidades:
– ABEOC Brasil e a participação ativa da ALAGEV, IFEA Latin America, Academia Brasileira de Eventos e Turismo, ANPPE, ABRAPE, AMPRO;
– UNEDESTINOS, EMBRATUR, UBRAFE, ABRAFESTA, ABRACE, ABEFORM, SINDIPROM, CETUR/CNC e FBHA.
O estudo aponta que, em 2024, cerca de 300 mil empresas movimentaram R$ 813,5 bilhões, valor equivalente a 4,6% do PIB brasileiro, além de gerarem aproximadamente 12,7 milhões de empregos.
O levantamento também apontou a realização de 10,1 milhões de eventos em todo o território nacional, reunindo cerca de 1,7 bilhão de participações de público ao longo do ano.
Os dados evidenciaram ainda o impacto transversal do setor, que movimenta simultaneamente áreas como hospedagem, alimentação, transporte, tecnologia, segurança, comunicação, marketing, montagem de estruturas e produção audiovisual.
Outro destaque foi o perfil das empresas participantes: 73,1% são microempresas e 22,8% são empresas de pequeno porte, reforçando a relevância do segmento para o empreendedorismo e para a economia nacional.
O levantamento também revelou avanços significativos na agenda da sustentabilidade. Entre os mais de 10 milhões de eventos realizados em 2024, 76% adotaram práticas de gestão de resíduos e 57% utilizaram materiais sustentáveis em suas operações.
Para a presidente da ABEOC Brasil, Enid Câmara de Vasconcelos, os números demonstram a maturidade e a capacidade de transformação do setor.
“Os eventos têm papel estratégico para o desenvolvimento econômico do país e vêm incorporando práticas sustentáveis de forma concreta, alinhadas às exigências do mercado, da sociedade e dos próprios participantes”, destacou.
O estudo também mostrou o fortalecimento das redes sociais como principal ferramenta de divulgação e relacionamento com o público, além da predominância das organizações privadas entre os contratantes de produtos e serviços.
Os dados apresentados consolidam uma nova fase para o setor de eventos brasileiro, marcada por crescimento, profissionalização, inovação e responsabilidade socioambiental.
O relatório completo reúne cerca de 90 páginas com análises inéditas sobre mercado, comportamento empresarial, sustentabilidade e impacto econômico.
