A indústria brasileira de máquinas e equipamentos encerrou sua participação na Offshore Technology Conference (OTC 2026), em Houston (EUA), com US$ 605,951 milhões em negócios.
Desse total, US$ 12,581 milhões foram fechados durante a feira, enquanto US$ 593,370 milhões correspondem a negócios prospectados para os próximos 12 meses.
Em paralelo ao desempenho financeiro, as 30 empresas brasileiras participantes realizaram 1.323 contatos comerciais, dos quais 664 foram novos, o equivalente a 50,2% das interações registradas.
A participação ocorreu por meio do Brazil Machinery Solutions, programa realizado pela ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) em parceria com a ApexBrasil.
Segundo Patrícia Gomes, diretora executiva de mercado externo da ABIMAQ, o volume alcançado em Houston reflete a capacidade das empresas brasileiras de disputar contratos em uma cadeia produtiva marcada por exigência técnica, negociação consultiva e ciclos comerciais de maior duração.
“O resultado mostra capacidade de conversão comercial e formação de pipeline em um dos principais eventos globais de energia”, analisa.
O balanço da feira também evidencia a ampliação do alcance comercial do grupo brasileiro, avalia a executiva.
Ao todo, os contatos tiveram origem em 24 países, com maior concentração em Estados Unidos, Nigéria, Argentina, México e Venezuela.
Sob a ótica das empresas, essa distribuição amplia a leitura sobre demandas de compra em mercados com diferentes necessidades de exploração, produção, manutenção, modernização industrial e eficiência operacional.
De acordo com Patrícia, a diversidade geográfica dos contatos contribui para qualificar a presença brasileira na OTC, sobretudo porque aproxima as fabricantes de compradores com projetos em diferentes estágios de desenvolvimento.
Na avaliação da executiva, a feira possibilita atualizar relacionamentos, testar a aderência de soluções industriais e identificar demandas associadas a investimentos futuros.
“A OTC permite que a indústria brasileira dialogue com compradores que buscam fornecedores capazes de atender operações complexas e com exigências técnicas elevadas”, destaca.
O grupo foi formado por:
– AçoForja, Altave, Altus Sistemas de Automação, Cladtek do Brasil, Conexled, Core Case, CDiesel Line Cambuí, Engemasa, Flexprin, Gascat, Gavea Logistica, Hausthene;
– HBR Equipamentos, Inovaren Comercial, Microffusão do Brasil, MI Electric Brasil, MRM Logistics, Natec Equipamentos, Neptune Brasil and Marine Corporation;
– Ouro Negro Tecnologias, PowerPoxi, Qualitech, RZX, Shape Brasil Soluções Digitais, Technomar Engenharia, Tecnofink, Vanasa Multigas, West Group, WMF Solutions e Zanini Renk.













